Israel 0-3 Irlanda

Após uma preparação tensa e carregada de contornos políticos, as duas equipas chegaram à Hungria com vontade de mostrar serviço, após terem perdido nos respetivos jogos de abertura do grupo. Os britânicos entraram mais fortes e adiantaram-se no marcador aos 14 minutos, por intermédio de Troy Parrott. James Abankwah serviu o avançado do Real Betis, que finalizou por entre as pernas de DanielPeretz. A equipa de Ran Ben-Shimon mal teve tempo de recuperar do revés e voltou a conceder um golo apenas dois minutos depois: Adam Idah aproveitou um passe de rotura de Jack Moylan e, isolado perante Peretz, assinou uma finalização de classe.
Moylan juntou então o seu nome à lista de marcadores aos 25 minutos, com um remate de pé direito após uma incursão imparável na área, celebrando o primeiro golo oficial pelo seu país ao serviço do Cardiff City. Foi uma exibição dominante na primeira parte que terá agradado a Heimir Hallgrimsson, embora este não desse nada por garantido, dada a má série de quatro derrotas da Irlanda nos seis jogos fora de casa anteriores a este confronto.
Apesar da vantagem confortável, os nervos irlandeses podem ter tremido ligeiramente quando Caoimhin Kelleher foi forçado a intervir pela primeira vez com significado no encontro, ao desviar um remate de Dor Peretz. O guardião do Brentford foi chamado a intervir novamente pouco depois para parar um remate de Eliel Peretz, com Israel a sentir a oportunidade de tentar uma reviravolta improvável. Manor Solomon ainda tentou a sua sorte, mas atirou por cima a curta distância, após ser servido por Idan Toklomati.
Os israelitas terminaram o jogo com maior intensidade, com Kelleher a negar novamente o golo a D. Peretz, mas Israel nunca pareceu capaz de ameaçar a liderança autoritária da Irlanda. Os homens de Hallgrimsson controlaram os momentos finais com relativa facilidade, antes do que se afigura ser um teste muito mais complicado contra a Áustria, em Dublin, na próxima quinta-feira. Entretanto, duas derrotas em dois jogos da Liga das Nações para Israel deixam a equipa de Ben-Shimon a enfrentar uma batalha para manter o seu estatuto na Divisão B, quando defrontarem o Kosovo dentro de quatro dias.

