Recorde as incidências do encontro
Pepa (treinador do Estrela da Amadora):
"Isto não é como um filme, em que a fita passa sempre igual, no teatro por vezes muda um bocadinho, mas a ideia também é seguir um guião, e aqui não. Aqui, longe de nós em termos estratégicos querermos sofrer um golo aos dois minutos, como tínhamos sofrido na Madeira aos três minutos também. A verdade é que a bola veio de um corredor ao outro e na Madeira também o foi de um corredor ao outro e dentro da área, foi uma situação de segunda bola e diagonal curta, mérito do Famalicão e também demérito nosso, quando há golos há sempre demérito de alguém. Mas são coisas que não controlamos.
O que controlamos é identificar e trabalhar para que isso não aconteça. Acima de tudo, mantivemo-nos equilibrados dentro do jogo, o que é muito importante e mais uma vez digo, contra uma grande equipa.
É importante não cortar a criatividade a quem a tem, era um crime se nós o fizéssemos no Eddy (Doué), por exemplo, ou o Béni, entre outros. É impensável, porque são jogadores que têm esse talento natural”.
Carlos Carvalhal (treinador do Famalicão):
"Estou muito satisfeito com a primeira parte, demos um passo em frente relativamente ao passado. A primeira parte foi muito boa, marcámos o golo, criámos perigo e fizemos boas jogadas, com um entendimento muito bom do que queremos para o jogo.
Gostei da segunda parte até ao segundo golo do Estrela, porque depois houve alguma passividade no nosso jogo. Descontrolámo-nos um pouco para que o Estrela desse um passo à frente. Em domínio, sob pressão, atrasávamos sempre a bola para o Lazar (Carevic), que batia a bola para a frente e o Estrela ganhava a bola. Não é esse o jogo que queremos e de que gostamos.
Tentámos dar alguns feedbacks para dentro de campo, mas a equipa teve esse hiato aí, entre o início da segunda parte e até ao segundo golo. Depois, penso que as substituições ajudaram, refrescámos mais a equipa, que voltou a ter o comportamento que tinha tido na primeira parte e consegue chegar ao 2-2.
Creio que estávamos uma equipa perigosa naquela altura e, na parte final, o jogo pedia mais para nós e ainda tivemos uma oportunidade pelo Abubakar praticamente no último minuto, mas não deu para vencer. No campeonato português, quando estás a ganhar 1-0, tens de dar sinais ao adversário de que estás ali para fazer o segundo.
O Mathias (de Amorim) é um jogador de elevadíssima intensidade, técnica muito evoluída e uma interpretação do jogo muito boa - transição ofensiva fortíssima e defensiva também. É um jogador muito completo, que também está a crescer, a evoluir e obviamente a fazer coisas diferentes do passado, estamos muito satisfeitos com ele”.
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