Recorde as incidências da partida
Luís Pinto (treinador do Gil Vicente):
“Foi um jogo muito difícil, que exigiu muito de nós, do ponto de vista mental e da disponibilidade para competir. O Vitória é uma equipa que coloca um nível de intensidade muito alto nos jogos. Nos momentos ofensivos não fomos tão consistentes como costumamos ser.
Não foi o nosso melhor jogo, mas acho que competimos muito bem. Tivemos apenas dois dias para preparar esta partida e a equipa e houve decisões que tivemos de tomar.
Sabíamos que íamos ter um jogo muito encaixado até conseguirmos encontrar os espaços. Na primeira parte não foi muito fácil, inicialmente, conseguirmos assumir o jogo. Depois conseguimos soltar-nos um pouco e tivemos uma excelente oportunidade, com a bola do Lausen ao poste.
Na segunda parte tivemos mais aproximações, faltou-nos alguma clarividência no momento da definição. Houve uma altura em que o jogo ficou mais partido e, nesse momento, podia ter dado para um lado ou para o outro.
Vimos de um ciclo de uma exigência brutal, a competir contra adversários de valia muito grande. Senti que a equipa, em todos os jogos, conseguiu competir e ser competente, mas não conseguimos ser tão duradouros no tempo como queríamos. Acredito que este ciclo de jogos nos vai dar uma bagagem muito importante para o futuro.
Esse maior pragmatismo na finalização podia ter-nos dado os três pontos. Temos duas ações mais para o final do jogo em que, se rematássemos à baliza, a probabilidade de criar perigo era grande. É algo em que temos de crescer. A ação de finalizar, de terminar as ações, podemos e devemos fazer mais".
Tiago Margarido (treinador do Vitória SC):
“Foi muito dividido. As equipas conhecem-se muito bem uma à outra, os treinadores conhecem-se muito bem. Por tudo aquilo que foi o somatório do jogo, um detalhe iria fazer a diferença. Podia cair para um lado ou para o outro. Parece-me que o resultado é justo.
Mas entrámos melhor, tivemos 30 minutos de alguma superioridade, mas depois também abrandámos um pouco, até o Gil Vicente ter uma aproximação de muito perigo.
Na segunda parte entrámos bem, conseguimos ligar bem da primeira para a segunda fase, mas da segunda para a terceira já não tão bem, não tão inspirados. Depois tivemos a bola de jogo, na minha opinião, naquela finalização do Camara, mas penso que, no somatório, é justo o empate.
(Ausência das claques) Foi a primeira vez que me aconteceu, desde que sou treinador do Vitória, não ter os nossos adeptos e fazem mesmo muita diferença. Estou completamente solidário com a opção, porque não se ajustam ao nível de vida atual preços tão elevados. O que é factual é que nos fizeram mesmo muita falta.
É o primeiro ponto que conseguimos fora de casa, mas temos de relembrar os jogos que tivemos fora, no Benfica, no Sporting, no SC Braga e no Académico de Viseu. Vínhamos com o intuito de ganhar, mas foi tal o equilíbrio que este ponto acaba por ser positivo.
É também importante termos o terceiro jogo seguido sem sofrer golos. Essa solidez defensiva é importante para as bases que estamos a criar para o futuro.
São 10 jornadas em que merecemos muitos mais pontos do que aqueles que temos na realidade. Estávamos com alguns problemas na finalização, penso que isso já foi resolvido desde o interregno. A equipa está numa evolução satisfatória, mas teríamos de ter tido mais pontos".

