Recorde as incidências da partida
Petit (treinador do Santa Clara):
“Uma entrada boa da nossa parte, sobretudo a partir dos dez minutos quando começámos a pressionar mais alto. Tínhamos algumas dúvidas de como o Nacional se podia apresentar, se com três centrais ou com linha de quatro, o que nos dificultou a pressão mais alta que não conseguimos e que aos poucos fomos corrigindo.
Quando o jogo parecia que estava controlado, começou a haver faltas que quebraram o ritmo. Somos uma equipa que gosta de meter intensidade e de criar situações de perigo. É o primeiro jogo e há sempre quebras físicas que os jogadores podem ter porque a fadiga vai aumentando.
Criámos mais situações de golo. O Nacional aguentou-se para o empate, saindo sempre em transições ou no nosso erro. Fizemos tudo. Depois o discernimento e o cansaço a partir dos 70 minutos, não foi aquilo que nós queríamos. Vamos continuar a trabalhar. Estamos frustrados pelo empate”.
João Gião (treinador do Nacional):
"Na primeira parte acabámos por ter algum controlo da bola. Estávamos muito precipitados. Tivemos dificuldades a saltar as ‘linhas’ do Santa Clara. O Santa Clara também teve uma estratégia de não nos pressionar muito. Nós, muito stressados, quase desconfiados porque tínhamos a bola há muito tempo e tínhamos de acelerar. Era preciso ter mais paciência para conseguir ligar melhor as nossas fases de construção para chegar com mais qualidade ao último terço
Sofremos um golo num erro que é meu porque eu é que lhes peço para jogar. Assumo esse erro. Vai-nos acontecer aqui e ali mais vezes. Temos de trabalhar, mas vai acontecer.
(Temos) jogadores de contextos completamente diferentes do nosso, alguns deles não jogavam nas equipas deles. Estarem a jogar fora numa liga que é muito mais competitiva do que a liga de onde eles vêm, a perder 2-0, o normal de uma equipa jovem, era tremermos e o 2-0 fazer mossa. Veio o nosso caráter e depois soltámo-nos e reagimos muito bem”.
