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“Obviamente que tenho um conhecimento grande daquilo que são as características dos jogadores. Também tenho um conhecimento grande daquilo que é o Tiago Margarido enquanto treinador, enquanto pessoa, porque somos amigos há muitos anos. O mesmo também se passa do outro lado. Por isso, não acredito que haja vantagens nesse sentido”, afirmou Luís Pinto.
O técnico admitiu, contudo, o significado pessoal do reencontro com o Vitória SC, clube ao serviço do qual conquistou a Taça da Liga na temporada passada.
“Acaba por ser um jogo especial, não por defrontar pela primeira vez o Vitória, mas por voltar a encontrar pessoas com quem trabalhei, com quem tive o privilégio de sermos felizes juntos. E, obviamente, tem esse significado, um clube que gostei de representar e agora um clube que, como é óbvio, vou querer vencer”, explicou.
Quanto ao jogo, o treinador antecipou dificuldades perante a intensidade física e a verticalidade do conjunto orientado por Tiago Margarido, que chega a Barcelos depois de golear por 5-0 o Marítimo no campeonato.

“Acredito que vai ser um jogo extremamente desafiante e que nos vai colocar dificuldades muito diferentes dos últimos jogos. É uma equipa que tem uma dimensão a nível de intensidade física, a nível de procura de um jogo muito vertical, que nos vai obrigar a estar a um nível muito alto na nossa capacidade de estar concentrados”, analisou.
Depois das derrotas frente ao FC Porto, para o campeonato, e ao Benfica, na Taça da Liga, Luís Pinto afastou preocupações com o desgaste físico e anímico e valorizou a experiência de disputar vários jogos num curto período.
“Aquilo que o Gil Vicente quer enquanto clube é conseguir estar mais vezes nesta necessidade de competir durante a semana, fim de semana, e as bases vão-se criando de alguma forma. Este trajeto de muitos jogos num curto espaço de tempo é algo que eu, enquanto treinador, acho que é muito importante para aquilo que o clube quer de crescimento”, sustentou.

O treinador reconheceu alguma falta de eficácia ofensiva, apesar das oportunidades criadas, defendendo que a equipa deve continuar a trabalhar sem aumentar a pressão sobre os jogadores.
“Os nossos jogadores têm qualidade, têm capacidade para fazer mais golos do que aqueles que nós temos feito. Esta é a realidade. Temos conseguido ter alguma produção ofensiva e não estamos a conseguir materializar. Temos de nos focar muito naquilo que é o processo até lá chegar, e acreditar que vai haver o dia em que as coisas vão começar a fluir”, referiu.
O Gil Vicente, sétimo classificado, com 14 pontos, recebe na segunda-feira o Vitória SC, 13.º, com oito, às 20:15, no Estádio Cidade de Barcelos, com arbitragem de Hélder Carvalho, da Associação de Futebol de Santarém.
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