A equipa que acompanhou Maradona nos seus últimos dias de vida enfrenta acusações de homicídio com dolo eventual, uma figura jurídica que implica que os seus elementos tinham consciência de que as suas ações ou omissões podiam conduzir à morte do futebolista.
Segundo Patricio Ferrari, procurador do caso, os elementos da equipa médica "infringiram os deveres a seu cargo, executaram ações contrárias à arte de curar, omitiram todos os atos que deviam executar e colocaram Maradona numa situação de desamparo, entregando-o à sua sorte".
Sete profissionais de saúde (médico, psiquiatra, psicólogo e enfermeiros) estão a ser julgados desde abril por alegada negligência durante o internamento domiciliário de Diego Armando, em novembro de 2020.
Arriscam penas de até 25 anos de prisão num julgamento que entrou esta quinta-feira na reta final, com o início das alegações do Ministério Público e das acusações particulares, na presença das filhas de Diego Maradona.
Prevê-se que esta fase se prolongue por duas semanas e que o veredicto fique pendente para uma data posterior.
