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"Só faz sentido jogar futebol se houver adeptos"
Antevisão ao Académico de Viseu: "Uma das características das equipas do Bruno Pinheiro é a organização, gosta de ter bola, ter uma ideia clara num 4-3-3 com médios utilizados de forma diferente. É difícil perceber qual será a forma que nos vão contrariar, num bloco mais alto ou mais baixo, temos de estar preparados para qualquer situação. Temos de perceber e ter capacidade de analisar o que mudar durante o jogo e fazer tudo para o ganhar.
Falta de adeptos equilibra a balança?: "Uma das grandes forças, para não dizer a maior, do Benfica é a sua massa adepta. Sem isso, a força será diferente. Retiraram-nos algo que é muito para nós, não é agradável, de todo. Soube mais ou menos a história, não sei bem o que aconteceu, mas se achamos que é a retirar 60.000 ou 65.000 pessoas do estádio que vamos resolver problemas, estamos completamente enganados. Temos muitos bons exemplos pela Europa de contrariar coisas que não são boas e não é a interditar o estádio que se vai resolver o que seja. Só faz sentido jogar futebol se houver adeptos".

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Vamos fazer tudo para ganhar o jogo, mesmo o Académico de Viseu preferiria poder contar com adeptos e voltar à Liga com um ambiente de futebol a sério, de uma forma bonita. Retiraram isso ao Benfica, ao Académico, ao espetáculo... É tirar um pouco a razão de todos estarmos aqui. Deveriam-se arranjar soluções para combater sem ser desta forma".
FC Porto favorito na corrida ao título por ser campeão?: "Além dos três crónicos candidatos ao título, há que contar com o SC Braga. Percebo a pergunta, mas não vou fazer comentário a isso. Temos de fazer o nosso papel, concentrar-nos em nós e sermos competentes a cada jogo".
Caso Trubin e os quatro avançados do plantel
Trubin de saída?: "Em relação à titularidade, não vos irei dizer qual será o onze. Em relação ao mercado, isso não tem influência nas minhas decisões como treinador, disse isso há várias semanas no caso do António (Silva) e não há que ser diferente. Quem estará na convocatória amanhã são jogadores do Benfica, está focado no clube e no desafio desta época num clube que não é campeão há três anos, todo o foco tem de estar aí. O mercado tem influência enquanto estiver aberto, mas enquanto treinador compete-me ter os jogadores concentrados nos objetivos.
Tivemos três jogos oficiais, começámos mais cedo em circunstâncias pouco agradáveis por causa do Mundial-2026, o nosso foco agora está no Académico de Viseu e o mercado não estará em campo. Novamente sem adeptos, realço que parece-me que isto é levado de ânimo leve. Sobre o mercado não há grandes conversas".

Três pontas de lança no plantel (Pavlidis, Durán e Ivanovic): "Temos quatro, o Anísio Cabral tem estado connosco desde o início da época e integrou o plantel na fase final da época passada. É muito jovem, precisa de jogar e terá o seu espaço na equipa B quando não estiver na equipa principal, será o seu espaço de evolução. Vamos ver o que o mercado nos vai ditar, se poderemos ou não jogar com dois avançados, poderemos utilizar em alguns momentos. O Pavlidis pode jogar numa linha atrasada, é algo que temos em mente, mas temos de ter tempo para trabalhar. Estamos a tentar cimentar a nossa forma de jogar com jogadores a chegarem atrasados e a partir daí dar condicionantes diferentes ao nosso estilo".
"Palhinha? O mercado está aberto..."
Benfica disponível para esperar por jogadores como Palhinha até final do mercado: "O mercado está aberto e enquanto assim for poderão acontecer entradas e saídas. Não vou individualizar jogadores. Queremos estar atentos para melhorar a equipa e se o podermos fazer, vamos fazer. Temos muitos jogos numa época competitiva com adversários fortes".
Há desconforto entre Trubin e adeptos?: "Não vejo nenhum desconforto, o Trubin vem treinar todos os dias com seriedade, tem uma personalidade própria, mas não vejo nenhuma mudança no seu comportamento na última semana. Todos os jogadores gostam de jogar, se estivesse no lugar dos jogadores também queria jogar todos os jogos. Nos momentos que tenho falado com o Trubin nunca veio à conversa algum desconforto. Quando estamos no futebol estamos sujeitos ao elogio, à crítica e ao apoio. Jogamos futebol e sem adeptos não vale a pena, temos de estar preparados para reações, mesmo que às vezes sejam um pouco exageradas".

Liderança no balneário: Aursnes é o novo capitão
Manu Silva é o terceiro central do Benfica?: "O Manu tem vindo a treinar como central, não há que escondê-lo. Não é uma posição nova para ele, precisa de ter rotinas de treino, temos vindo a jogar com isso para jogar a seis, a oito ou a central".
Hierarquia de capitães: "Vou anunciar, está definida. Fredrik Aursnes é o primeiro, Tomás Araújo segundo, seguido por Samuel Soares, Lenglet e Leandro Barreiro".
Samuel Soares: "Não vou estar a dar explicações a vocês de porque é que optei por este jogador em vez de outro. É uma decisão minha, técnica, se a tomei na quinta-feira foi porque assim decidi. Vamos ver qual será a opção amanhã".

Benfica com muitos jogadores em zona de finalização: "Essa tem de ser uma das nossas características, não o conseguimos fazer no primeiro jogo da época, na Suíça, mas conseguimos melhorar esses aspetos nos últimos dois jogos. Melhorámos também na recuperação defensiva, é um momento que pode gerar contra-ataques e sermos apanhados fora de posição. Isso dá-nos coesão e capacidade de recuperar em zonas mais subidas, conseguimos isso várias vezes no último jogo. Queremos ser sólidos, ter um futebol com que o clube se identifique.
Mas não há campeões e títulos se não formos uma equipa defensivamente capaz. Temos de ter as duas questões em cima da mesa, uma coisa é ter uma mentalidade de jogo dominante e depois sermos frágeis em transição defensiva. É importante ter uma equipa com capacidade de reação".
