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Jogo com o Celtic: "Depois de uma entrada com o pé direito, queremos dar continuidade contra um adversário que não começou bem, mas que tem a tarimba de jogar para ganhar e conquistar títulos. A maioria daqueles jogadores tem este hábito, têm capacidade de se expressar em jogos desta dimensão. É um campeonato físico, bolas paradas com muita importância. Espera-se um jogo dificil e queremos dar continuidade. Esperar o apoio dos nossos adeptos, que têm sido o 12.º jogador. Com o apoio deles é sempre mais dificil para os adversários".
Vai voltar a mexer como fez com o AC Milan? "Foi um contexto muito especifico. Optámos por fazer, não só pelo resultado, mas porque os jogadores mereciam. Não há jogo no fim de semana agora. Quem está a jogar tem estado bem, mas temos que decidir".
Cansaço de alguns jogadores: "Acaba por ser normal. Jogadores utilizados nas seleções, o que é sempre melhor, mas houve jogadores que fizeram um número de jogos grandes num curto espaço de tempo. Deixa-se de treinar algumas coisas. Analisei o jogo. A nossa meia hora é de grande nivel. A segunda parte não foi ao mesmo nivel, sentiu-se cansaço e algumas coisas de entrosamento. Podemos alterar. Independentemente do Banjaqui e do Kaminski, nas próximas horas tomamos as decisões".
Histórico favorável na Luz contra o Celtic: "Sendo Benfica temos de jogar todos os jogos para ganhar. Na Luz temos aquele extra que nos dá sempre algo diferente. Agradecer sempre pelo apoio, a equipa tem correspondido, há simbiose entre adeptos e equipas. Que os adeptos se sintam realizados sempre que se desloquem à Luz."

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Novo adversário escocês, depois do Hearts: "Um jogo diferente em relação ao Hearts, primeiro pela fase em que estamos. Falou-se da dimensão do Celtic, do que são capazes de fazer e do quão estão habituados a jogar para ganhar. Será diferente. Jogámos no domingo e queremos dar continuidade ao começo. Já jogámos um bom número de jogos nesta competição. Queremos dar continuidade aos bons resultados perante os nossos adeptos. É uma equipa que traz muitos adeptos e nós, jogando em casa, temo-nos sentido confortáveis".
Importância de somar seis pontos nas duas primeiras jornadas: "Será muito importante. Em qualquer jogo em que os pontos são determinanates, todos os 3 pontos são fundamentais, é por isso que estamos no Benfica. Depois de um jogo difícil fora de casa, temos que dar continuidade. O Celtic não começou tão bem nas provas europeias e querem retificar. Compete-nos estarmos ao melhor nível, fazer uma boa exibição. Olhar para o último jogo, uma primeira meia hora de alto nível. Já percebemos porque não fomos tão fortes na segunda parte. Não é fácil estar àquele ritmo, mas temos capacidade de fazer melhor e poder dar respostas numa prova diferente, contra um adversário diferente. O jogo irá exigir outras coisas".
Rotação dos centrais: "Temos 3 centrais e um quarto, em que podemos pensar num jovem e ainda há o Manu, mesmo o próprio João (Palhinha) tem capacidade para fazer. Temos vindo a gerir. O Circati teve o processo de adaptação, uma forma diferente de defender. Uma equipa que jogava numa linha de três, mesmo na seleção com um bloco baixo, e isto requer aprender rotinas. Deu uma boa resposta. Já tinha dado em Itália, neste jogo na Luz já diferente. Deu uma resposta muito boa. Os jogadores que têm jogado mais, Lenglet e Araújo, vamos gerir. Não mudamos muito, mas temos atenção a esse aspeto. São os 3 diferentes e isso é bom para nós."
"Trubin vai começar amanhã o jogo"
Titularidade na baliza: "Em relação aos guarda-redes é competição, mas posso dizer que o Trubin vai começar amanhã o jogo".
Sudakov a médio com o Vitória SC: "Com bola não há diferença nenhuma em relação à posição do Sudakov. Basta analisarem o golo. O Claudio (Echeverri) e Sudakov estavam na mesma linha. Se vocês virem, mesmo com o Leandro (Barreiro), o Leandro e o Prestianni dificilmente não estão na mesma linha. Há diferença na organização defensiva, não tanto na transição. Temos vindo a trabalhar, não com a regularidade que gostava, mas precisa de ganhar rotinas. É diferente posicionar-se numa linha mais atrasada. Ele tem capacidade. Depois com bola sente-se bem vir de zonas mais baixas e ver o jogo de frente. Foi uma circunstância do jogo, podemos utilizar esta solução. Com mais trabalho dele a sentir a posição em treino, porque não? Pode fazer. Fez algumas vezes no Shakhtar, mas no Shakhtar acaba por ter a bola 80 por cento do tempo. É diferente aqui."

"A este nível não dá para pensar daqui a dois meses"
Numa competição como esta, pensa na qualificação o quanto antes? "Seria importante, mas a este nível não dá para pensar daqui a dois meses. É uma perspetiva. Quando vierem os últimos jogos será numa altura fundamental e percebo a questão, mas o que interessa é o jogo seguinte. Não há jogo no fim de semana, mas pensamos sempre em fazer algumas alterações, mas com o objetivo de ganhar o jogo amanhã. Queremos sempre preparar o próximo jogo da melhor forma. Quando se troca tanto parece que dizemos uma coisa e fazemos outra, quando falamos de ambição, mas o jogo em Itália provou que é possível de outra forma".
Pode mudar o onze sem perder rotinas? "Acredito que sim. O jogo em Itália teve características diferentes, mas naquele jogo existiram boas respostas. Este próximo mês até à paragem vai dar-nos oportunidades de vermos algo parecido. Com 3/4 jogos podemos ver se é uma realidade ou não, e se quando mudamos o impacto não seja pela negativa, mas sim pela positiva. Há sempre um risco, mas há rotinas que é importante alguns jogadores terem. Os jogadores estiveram excelentes em Itália. Em algumas posições respondo que é uma questão de caraterísticas individuais, noutras tem a ver com outras questões".
Regresso de Palhinha à seleção é mérito do treinador? "Disse aqui que fico sempre satisfeito quando conseguimos que os jogadores sejam chamados às seleções. Para mim não foram dias agradáveis, depois de uma derrota, mas foi importante o Benfica voltar a ter três jogadores na seleção de Portugal. É um objetivo de cada jogador e o João (Palhinha) não foge à regra. O mérito é do jogador. Retiro o meu mérito. Compete ao selecionador."
"Não vou entrar em marcas de carros"
Rui Borges disse que Sporting era um Mercedes na Champions. Que carro é o Benfica na Liga Europa? "Não vou entrar em marcas de carros. Temos o patrocínio com uma. Começámos com o pé esquerdo esta competição, mas desde aí temos vindo num caminho ascendente. Até provarmos que podemos chegar a final ainda há muito caminho. Olhando para a Liga Europa há 3/4 clubes de grande dimensão, mas nós temos que provar. Para já satisfeitos com o começo. Só pelo nome não adianta ir lá".

Experiência no futebol britânico: "Claro que sigo a competição escocesa. O Celtic é um grande clube, vamos defrontar um grande na Europa, com grande tradição e que está habituado a lutar. Querem reagir ao mau começo. Estão habituados à pressão. Vai ser difícil. É sempre excelente quando sentimos o ambiente e claro que os adeptos do Celtic vão querer mostrar isso. Mas também não é fácil jogar no nosso estádio".
Fã do futebol escocês? "Se disser que vejo todos os jogos vou estar a mentir. Vejo os grandes jogos. Quando estás tanto tempo em Inglaterra estás sempre em alerta para esses jogos. Há sempre um jogador escocês em Inglaterra e sabemos que é difícil. Não sou um grande fã do futebol escocês, mas como treinador quero seguir o máximo de campeonatos. Há vários jogadores que trocam da Premier para a Liga escocesa e vice-versa. Respeitar o passado deste grande clube, que vai dificultar a nossa vida. Respeitarmo-nos a nós próprios e repetir os jogos que temos feito".

