Recorde as incidências da partida
Análise ao jogo: "O plano de jogo funcionou plenamente. Conseguimos surpreender o Benfica, que não estava à espera que apostássemos na Ana (Dias) e na Telma (Encarnação). Pressionámos alto, fizemos o golo e acabámos por sofrer três golos de bola parada, dois na sequência de lançamentos laterais e um de canto. A concentração tem de ser máxima e não conseguimos mantê-la. O Benfica aproveitou bem essas situações. Tivemos oportunidades para voltar a colocar-nos em vantagem, mas não conseguimos. Depois, o Benfica entrou no jogo e transformou-o completamente. Acabámos por ser penalizados pelo que aconteceu. Penso que o resultado foi exagerado, tendo em conta aquilo que fizemos na primeira parte."
Aposta em Ana Dias e Telma Encarnação: "Acreditávamos muito que íamos surpreender o Benfica com essa aposta. As laterais procuraram projetar-se no ataque e isso resultou claramente. Marcámos um grande golo, tivemos duas grandes oportunidades, mas os golos que sofremos acabaram por ter um peso muito grande, tanto mental como anímico."
Desequilíbrio mental: "Estamos à procura de força mental e consistência. Tenho vindo a falar sobre isso. Começamos muitas vezes a ganhar e acabamos por empatar ou perder. Temos de crescer nesse sentido. O Sporting tem de ganhar essa maturidade. Infelizmente, hoje, depois de marcarmos um grande golo, que deveria ter servido para crescermos e ganharmos ainda mais motivação, não conseguimos estar à altura mentalmente. Penso que não houve propriamente uma grande reação do Benfica. Foram situações de bola parada que alteraram o jogo. A perder por 3-1 ao intervalo, torna-se sempre mais difícil. Na segunda parte, conseguimos controlar mais ou menos o jogo, controlar as transições e subir as linhas. Tentámos reentrar na discussão do resultado e tivemos uma oportunidade pela Telma Encarnação que nos poderia ter recolocado no jogo."
Posicionamento da equipa: "Queríamos muito projetar as laterais para fixar o adversário por fora. Conseguimos ter sucesso em alguns momentos e procurámos construir a três para dar outra dinâmica à equipa, embora nem sempre tenhamos conseguido fazê-lo da forma pretendida. De um modo geral, saímos tristes porque conseguimos surpreender o Benfica, mas faltou-nos capacidade para aguentar a vantagem. Ao intervalo, pedi à equipa que continuasse agressiva. Avançámos mais uma média para pressionar o Benfica, na tentativa de chegar a mais um golo, mas infelizmente não conseguimos."
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Contas do título: "O impacto é sobretudo emocional. Deixa-nos tristes perder depois de termos entrado tão bem no jogo. Mas, no fundo, são três pontos. Se tivéssemos ganho, também não ficaria nada decidido. Isto é uma maratona. Temos de continuar a trabalhar e tentar vencer o próximo jogo. Nos últimos seis anos, em que o Benfica se sagrou campeão, o Sporting foi a única equipa que conseguiu vencer o Benfica. Isso demonstra também a falta de competitividade do campeonato. Dependemos de nós. Ainda estamos no início e vamos procurar conquistar pontos. Esperamos que a diferença pontual seja menor quando o Benfica visitar Alvalade e que consigamos voltar à liderança."
Dificuldades apresentadas pelo Benfica: "O Benfica não nos estava a criar grandes dificuldades no início do jogo, mas, depois de alcançar um resultado mais favorável, começou a explorar melhor os espaços e a conseguir superioridade numérica no meio-campo. Penso que o Benfica tirou partido disso, empurrou o Sporting para trás e, com os golos, tudo se tornou mais fácil."
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