Jorge Martín defendeu com unhas e dentes a sua pole numa partida em que Bezzecchi e Ogura encontraram espaço à frente de Marc Márquez e Acosta. Mas o murciano, esquecendo a sua queda quando liderava o sprint no sábado, recompôs-se para assumir o segundo lugar na quarta volta das 28 previstas. Marc, algo mais desconfortável e com menos velocidade, via-se a lutar para segurar Bagnaia e sem hipóteses de passar da quinta posição.
Após algumas voltas sem alterações, foi na nona que Acosta, depois de estudar em que ponto atacar Martín, agarrou com firmeza a liderança.
Quase ao mesmo tempo, Márquez ultrapassou Ogura, mas um erro ao travar tarde demais quando procurava o lugar no pódio fez com que recuasse até à sétima posição. Algo estranho acontecia na traseira da sua Ducati.
No meio da prova, o tubarão de Mazarrón comandava com autoridade, com mais de sete décimos de vantagem sobre Jorge Martín, com o seu companheiro, Bezzecchi, à espera da sua oportunidade. Ogura e Aldeguer seguiam à frente do mais velho dos Márquez, que finalmente pareceu domar a sua mota para ultrapassar Binder. O seu irmão, Álex, perdido nas posições mais baixas na Áustria, já estava fora após uma queda.
Assim, sem mais alterações, exceto o quinto lugar conquistado por Márquez, chegou-se à reta final da corrida. Acosta geriu essas últimas voltas, tentando não cometer erros para alcançar um dos maiores tesouros da sua carreira desportiva. O esforço valeu a pena. E finalmente, depois de 15 pódios em MotoGP, alcançou o seu primeiro triunfo na categoria rainha do motociclismo.
