Ir para o conteúdo principal

MotoGP: Raúl Fernández passeia em Silverstone e impede dobradinha de Jorge Martín

Raúl Fernández brilha com luz própria
Raúl Fernández brilha com luz própriaFoto por GIGI SOLDANO / STUDIO MILAGRO / DPPI VIA AFP

Raúl Fernández conquistou o Grande Prémio da Grã-Bretanha 2026, naquela que é a sua segunda vitória de domingo como piloto de MotoGP, e Jorge Martín ficou com a prata após um início complicado.

Depois de um sábado extraordinário para a Aprilia, com triplo pódio na corrida sprint, havia bastante expectativa sobre se conseguiria manter esse ritmo alucinante; Jorge Martín impôs-se, Ai Ogura seguiu-lhe os passos e Marco Bezzecchi garantiu o outro lugar no pódio, apesar de regressar de lesão.

O domingo parecia ter um cenário diferente, pelo menos no início: Martinator passou por grandes dificuldades nos primeiros momentos e perdeu várias posições de forma provisória, embora depois tenha recuperado para se colocar em terceiro – o que mantinha o hat-trick da referida equipa, com Raúl na liderança e o já mencionado Bezzecchi em posição de prata.

O espanhol da Trackhouse acelerou mais do que todos os outros e construiu assim uma verdadeira muralha, pois a vantagem – de vários segundos – só aumentava à medida que as voltas passavam. Jornada de sonho para Fernández, que fez de Silverstone o seu jardim privado e não teve oposição em nenhum momento da tarde, nem mesmo quando Martín ultrapassou Marco.

Vários abandonos e um Marc Márquez irreconhecível

Um erro impediu o que podia ter sido e não foi: que apenas um hino soasse na cerimónia posterior. Álex Márquez, de menos a mais, chegou ao bronze provisório, uma alegria muito efémera porque logo a seguir alargou numa curva e perdeu toda essa vantagem. Diz-se que não há quinto mau, mas o espanhol não se conformou e acabou por ultrapassar um combativo Acosta.

Bem pior correu a Álex Rins e a Joan Mir, que colidiram logo no início. Nem de longe foram os únicos obrigados a abandonar, já que Iker Lecuona também não conseguiu terminar, tal como o bicampeão mundial Pecco Bagnaia. E a mesma sorte teve o segundo da geral, Ai Ogura, que dá um passo atrás na luta pelo título.

Enquanto o seu irmão vivia um autêntico carrossel de emoções, Marc Márquez resignava-se a rodar em sexto lugar durante grande parte da corrida, sem aquela agressividade – no bom sentido – que tanto o caracteriza. O seu arranque foi muito bom e pouco mais se viu a partir daí, tendo até sido ultrapassado com enorme facilidade por Fabio Di Giannantonio, que o relegou para o sétimo posto.

Motorizados