A FIA publicou esta quarta-feira uma explicação sobre a forma como serão aplicadas as Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Melhoria (ADUO) após o final do primeiro período de revisão depois de Montreal.
O ADUO permite a um fabricante melhorar a sua unidade motriz durante a temporada se estiver pelo menos 2% atrás do motor com melhor desempenho.
O diretor de monolugares da FIA, Nikolas Tombazis, descreveu este mecanismo como um alívio ao limite orçamental.
"Não é uma solução mágica, nem a FIA está a oferecer vantagens a quem está atrás. Apenas lhes dá margem para desenvolver a sua unidade motriz dentro do quadro definido pelos regulamentos técnicos", explicou.
Muito aquém do esperado
A Fórmula 1 entrou numa nova era de motores esta temporada, com a Honda a substituir a Mercedes como fornecedora exclusiva da Aston Martin num acordo que, até ao momento, tem dado resultados muito aquém do esperado.
O regulamento estipula que um fabricante que esteja entre 2% e 4% atrás pode receber até 3 milhões de dólares. Se a diferença for entre 4% e 6%, o limite sobe para 4,65 milhões; entre 6% e 8%, até 6,35 milhões; e entre 8% e 10%, até 8 milhões.
Se o défice ultrapassar os 10%, além de uma atribuição de até 11 milhões de dólares, existe ainda a possibilidade adicional para 2026 de antecipar até 8 milhões do limite orçamental de períodos futuros para apoiar o desenvolvimento.
A temporada está dividida em três períodos: corridas 1-6, 7-12 e 13-18, durante os quais será analisado o desempenho dos motores para determinar se um fabricante pode candidatar-se ao ADUO.
O primeiro período foi ajustado após o cancelamento das corridas de abril no Bahrain e na Arábia Saudita.
O segundo período abrangerá agora as corridas 6-11 (do Mónaco à Hungria) e 12-18 (dos Países Baixos ao México).
A Mercedes, que venceu os quatro grandes prémios disputados até agora, tem o melhor motor. No entanto, o chefe de equipa, Toto Wolff, alertou para possíveis "jogos estratégicos" e sublinhou que o objetivo do ADUO é permitir que as equipas com dificuldades possam aproximar-se, mas não ultrapassar os seus rivais.
"Pelo que vejo, há um fabricante de motores que tem um problema e devemos ajudá-lo. Os restantes estão mais ou menos ao mesmo nível", comentou o austríaco no mês passado.
"Por isso, ficaria muito surpreendido, e desiludido, se as decisões sobre o ADUO alterassem a ordem competitiva tal como está neste momento", acrescentou.
A Aston Martin tem enfrentado dificuldades para completar a distância de corrida no início da temporada, além de sofrer com vibrações excessivas no monolugar.
Miami, a quarta corrida, foi a primeira vez em 2026 que ambos os Aston Martin conseguiram terminar, com Fernando Alonso na 15.ª posição e Lance Stroll na 17.ª entre os 18 que cruzaram a meta.
