Fernando Alonso: "Se conseguirmos ficar entre o 12.º e o 15.º, os pontos serão mais acessíveis"

Fernando Alonso, piloto da Aston Martin
Fernando Alonso, piloto da Aston MartinREUTERS

Fernando Alonso (44 anos) alcançou no Mónaco o seu melhor resultado da temporada 2026, ao terminar em 10.º lugar e somar os seus primeiros pontos do ano, após a penalização imposta a Sergio Pérez por uma infração na grelha de partida.

O piloto asturiano voltou a tirar o máximo proveito de um Aston Martin que continua longe dos lugares da frente.

Fernando Alonso realizou uma exibição muito sólida desde o início, ganhando várias posições na partida e apostando numa estratégia agressiva que lhe permitiu manter-se na luta ao longo de toda a corrida. 

Após a prova, o bicampeão do mundo mostrou-se satisfeito com o seu desempenho individual. "Sinto-me bem e forte. Quero fazê-lo todos os fins de semana: na qualificação, nas partidas e tirar o máximo partido do carro", afirmou.

No entanto, lamentou também a situação competitiva da Aston Martin: "O que custa é que estamos numa situação anónima, nos últimos lugares da grelha e não vamos aparecer em lado nenhum".

Fernando Alonso explicou que grande parte da sua corrida foi definida nos primeiros momentos. "Não via o que estava a acontecer e ia fazer a minha corrida. Resume-se às cinco primeiras voltas e às duas partidas", referiu.

"Sou otimista"

O piloto espanhol defendeu ainda a estratégia de risco adotada pela equipa. "Parámos na terceira volta para sermos muito agressivos na estratégia. Não temos nada a perder, tanto na tomada de riscos como na estratégia", analisou.

Apesar dos problemas que a Aston Martin tem enfrentado ao longo do ano, Alonso mantém a confiança na evolução do monolugar. "Sou otimista", garantiu.

O ovetense recordou que a equipa identificou diferentes fragilidades consoante o circuito, mas espera que as próximas melhorias permitam aproximar-se da zona média da grelha. "Estamos tão atrás que não se coloca um pacote e se passa de último a estar nos pontos. Mas se conseguirmos ficar entre o 12.º e o 15.º, os pontos serão mais acessíveis", concluiu.