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Mundiais de Judo: Império japonês voltou a reclamar supremacia nos tatamis

Supremacia japonesa nos Mundiais de judo
Supremacia japonesa nos Mundiais de judoChen Junfeng / Xinhua News / Profimedia

O ouro dos irmãos Abe, Hifumi e Uta, ou a explosão de Sanshiro Murao confirmaram, mais uma vez, a supremacia japonesa nos Mundiais de judo, onde Patrícia Sampaio foi a melhor portuguesa, com um quinto lugar.

Na Arena Nacional de Ginástica de Baku, Patrícia Sampaio (-78 kg), medalha de bronze olímpica em Paris-2024, não conseguiu voltar a subir ao pódio, o que tinha alcançado, pela primeira vez na carreira em Mundiais, nos campeonatos de 2025, em Budapeste, onde foi bronze.

Não é novidade que a alta roda do judo pertence ao Japão, o berço da modalidade, pela criação e vontade de Jigoro Kano, em 1882, numa arte que pretendia melhorar o desenvolvimento do espírito, com disciplina e confiança.

E também, por isso, continua a ser o Japão o grande mestre deste desporto de combate, mas também com muito fair play, numa modalidade que continua a dominar e a mostrar ao longo do tempo novos discípulos, com uma base gigante na qualidade.

Em Baku, com uma equipa de 18 judocas, os nipónicos conquistaram metade das medalhas de ouro possíveis, sete de 14 categorias, um desempenho ainda melhor do que o alcançado há um ano em Budapeste, então com seis campeões mundiais.

Porém, a equipa do sol nascente, teve menos medalhas do que na capital húngara - 12 em Baku (sete ouros, duas pratas e três bronzes) contra as 14 alcançadas na Hungria (seis ouros, quatro pratas e quatro bronzes).

Os Mundiais voltaram também a afirmar a Geórgia como uma das emergentes potências da modalidade desde há uns anos, com quatro medalhas, duas das quais de ouro, de Tato Grigalashvili, quatro vezes campeão mundial, que resgatou o título que lhe escapara em Budapeste, e Ilia Sulamanidze, com o primeiro ouro mundial da carreira.

O Azerbaijão, outra potência, fez valer o fator casa para ter um ouro, duas pratas e quatro bronzes, apesar da desilusão com os campeões olímpicos Hydayat Heydarov (-73 kg) e Zelym Kotsoiev, eliminados nos oitavos de final.

Masculinos:

-60 kg:

Ouro: Ahmad Yusifov, Aze.

Prata: Sherzod Davlatov, Caz.

Bronze: Ryuju Nagayama, Jap e Giorgi Sardalashvili, Geo.

-66 kg:

Ouro: Hifumi Abe, Jap.

Prata: David Garcia Torne, Esp.

Bronze: Denis Vieru, Mol e Takeshi Takeoka, Jap.

-73 kg:

Ouro: Ryuga Tanaka, Jap.

Prata: Makhmadbek Makhmadbekov, Eau.

Bronze: Rash Mammadaliyev, Aze e Dayyan Boulemtafes, Fra.

-81 kg:

Ouro: Tato Grigalashvili, Geo.

Prata: Zelim Tckaev, Aze.

Bronze: Omar Rajabli, Aze e Mihajlo Simin, Ser.

-90 kg:

Ouro: Sanshiro Murao, Jap.

Prata: Goki Tajima, Jap.

Bronze: Murad Fatiyev, Aze e Boris Rutovic, Ser.

-100 kg:

Ouro: Ilia Sulamanidze, Geo.

Prata: Dota Arai, Jap.

Bronze: Niiaz Bilalov, Rus e Gennaro Pirelli, Ita.

+100 kg:

Ouro: Inal Tasoev, Rus.

Prata: Ushangi Kokauri, Aze.

Bronze: Kanan Nasibov, Aze e Lukas Krpalek, Che.

Femininos:

-48 kg:

Ouro: Wakana Koga, Jap.

Prata: Assunta Scutto, Ita.

Bronze: Sabina Giliazova, Rus, e Shirine Boukli, Fra.

-52 kg:

Ouro: Uta Abe, Jap.

Prata: Ariene Toro Soler, Esp.

Bronze: Ayumi Leiva Sanchez, Esp e Odette Giuffrida, Ita.

-57 kg:

Ouro: Akari Omori, Jap.

Prata: Eteri Liparteliani, Geo.

Bronze: Ana Viktorija Puljiz, Cro e Marica Perisic, Ser.

-63 kg:

Ouro: Haruka Kaju, Jap.

Prata: Kerem Primo, Isr.

Bronze: Renata Zachova, Che e Enkhriilen Lkhagvatogoo, Mgl.

-70 kg:

Ouro: Ai Tsunoda, Esp.

Prata: Michaela Polleres, Aut.

Bronze: Giovan Scoccimarro, Ale e Madina Taimazova, Rus.

-78 kg:

Ouro: Yelizaveta Lytvynenko, Eau.

Prata: Kaila Issoufi, Fra.

Bronze: Kurena Ikeda, Jap e Anna Monta Olek, Ale.

+78 kg:

Ouro: Hyeonji Lee, Cor.

Prata: Romane Dicko, Fra.

Bronze: Mariia Ivanova, Rus e Raz Hershko, Isr.

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