Ir para o conteúdo principal

Mundiais de Judo: Rochele Nunes e a tartaruga da fábula atrás dos pontos olímpicos

Rochele Nunes em ação
Rochele Nunes em açãoInternational Judo Federation

A judoca Rochele Nunes, eliminada nos Mundiais de Baku, disse este sábado que vai “correr atrás dos pontos” para estar nos seus últimos Jogos Olímpicos, em Los Angeles-2028, num momento em que vive a fábula do coelho e da tartaruga.

“Estou a correr atrás, acho que posso estar a ser a tartaruga, mas no final da história da tartaruga com o coelho quem vence é a tartaruga, que vai ali pouquinho a pouquinho”, disse a judoca à agência Lusa, após ser eliminada no primeiro combate.

Um contexto que serviu para explicar que o regresso, numa escolha sua, depois de ter sido mãe em maio de 2025, não tem sido fácil.

“Comecei literalmente do zero (...). Agora é trabalhar e voltar ao meu habitat natural. Tenho que correr atrás dos pontos, minha partida de chegada não está igual à de todos. E, além do corpo, a minha recuperação não é igual, meu descanso não é igual, meus sonos não são iguais, mas eu acho que isso foi uma escolha minha”, adiantou.

Em relação ao combate que fez nos seus quintos Mundiais, a judoca falou da diferença de peso, para a chinesa Jinesinuer Ayiman – com mais 30 ou 40 quilos, numa categoria aberta de peso a partir dos +78 kg -, mas também do que falhou na estratégia.

“Acho que a estratégia foi muito certa, ali tinha de abrir porque estava a correr o risco de levar o shido (castigo), tinha de abrir um bocado, ouvi o que o Marco (selecionador) disse, ele falou: sai, sai (...). Senti que errei ali, porque eu hesitei um pouco para entrar no golpe e percebi que tinha de o ter feito no momento em que ele disse”, explicou.

Em relação ao peso, Rochele Nunes reconhece, com a perda de 30 quilos, que ganhou agilidade e movimentos, até força, mas que ainda sente que está a ser difícil lidar com a diferença de peso - perante adversárias que, por vezes, têm mais 50 quilos.

“Não perdi muita força, fiquei mais ágil, realmente, mas como as adversárias têm mais 50 quilos do que eu, isso faz diferença, não é da força, mas é do peso e acabo por sentir isso. Senti um pouco isso, senti que fisicamente estava mais ativa, estava buscando um pouco mais, mas não estava a conseguir projetá-la, impor um pouco mais do meu judo. Quando entrei, achei que ia projetá-la, mas o peso não foi como eu pensava”, disse ainda.

Rochele Nunes foi a nona e última dos judocas portugueses a competir em Baku, terminando eliminada por ippon (duplo waza Ari) pela chinesa Jinesinuer Ayiman, com uma projeção seguida de imobilização, já no minuto final do combate.

Portugal termina com o quinto lugar de Patrícia Sampaio (-78 kg), que no sábado perdeu no combate pelo bronze, e com os nonos lugares de Catarina Costa (-48 kg), o estreante Bernardo Tralhão (-66 kg) e Joana Crisóstomo (-63 kg), no segundo mundial, mas em estreia em nova categoria.

Miguel Gago (-66 kg) fez dois combates, com uma vitória e uma derrota, Taís Pina (-70 kg) perdeu no primeiro combate, com a russa Madina Taimazova (bronze), tal como Otari Kvantidze (-73 kg), com o japonês Ryuga Tanaka (campeão mundial), enquanto Jorge Fonseca (-100 kg) perdeu com o canadiano Kyle Reyes.

Escolha o Flashscore no GoogleVeja os nossos artigos mais vezes
AdicioneAdicionar no Google

Menções