“Conheci somente no treino (estágio), achei que treinei bem, ela até tem um perfil muito parecido comigo, à esquerda, mas em combate nós nunca lutamos e a China sempre tem uma história muito forte com as peso pesadas, sempre são duas atletas que vão fazer todo o circuito”, começou por dizer a judoca à agência Lusa.
Rochele Nunes, de 37 anos, parte detrás na classificação mundial (68.ª), mais de um ano depois de uma paragem por tido sido mãe, em maio de 2025, e sabe que pode ter alguma desvantagem, mas, por outro, conta com experiência.
“Acho que é uma atleta (Jinesinuer Ayiman) que está a crescer muito, mas é que eu, com as chinesas, normalmente nos últimos combates tenho sido favorecida, ganhei sempre os últimos combates com as chinesas, então espero também conseguir uma vitória contra essa”, referiu, ainda em relação à oponente na segunda ronda, campeã asiática em título.
A judoca, nascida em Pelotas, no Brasil, e que começou a competir por Portugal a partir de 2019, reconhece estar numa fase diferente da carreira e que, depois de ter sido mãe, até sentiu um choque com a realidade, embora a ambição seja a mesma.
“Estou numa fase muito diferente, sinto-me muito mais feliz, mas sem cobrança e pressão, com uma ambição muito grande para aquilo que trabalho. Acho que isso é bom, porque precisamos sempre de pensar em grande, mas dentro da minha realidade eu acho que eu quero fazer principalmente bons combates aqui e avançar, um dos meus objetivos como atleta ainda é poder disputar uma medalha no Campeonato do Mundo”, referiu.
Depois de Baku, a judoca, que representa o Benfica, tem o objetivo de somar mais pontos no circuito, algo que permita recolocá-la mais acima na hierarquia mundial do peso pesado feminino e abrir-lhe as portas do Masters, em Dushanbe, no Tajiquistão, no final do ano, competição restrita às primeiras 36 do mundo.
