Mundial-2026: Declarações dos protagonistas após o Brasil-Japão (2-1)

Carlo Ancelotti a cumprimentar Ayumu Seko
Carlo Ancelotti a cumprimentar Ayumu SekoREUTERS/Phil Noble

Declarações após o jogo Brasil-Japão (2-1), dos 16 avos de final do Mundial-2026, disputado esta segunda-feira no Estádio NRG, em Houston, nos Estados Unidos.

Recorde as incidências da partida

Carlo Ancelotti (selecionador do Brasil):

“O plano no primeiro tempo era filtrar mais passes por dentro, mas não nos saiu bem, devido à qualidade defensiva do Japão. Mudámos para tentar ter mais força na área, fazendo mais cruzamentos. Até agora, foi o nosso jogo mais completo. Houve uma evolução, porque, se sentimos problemas nas outras partidas para encontrar espaços, hoje solucionámos isso muito bem na segunda parte.

Foi um jogo ainda mais difícil, porque agora estamos na fase a eliminar e enfrentámos um adversário forte, que alcançou excelentes resultados. Ao intervalo, disse aos meus jogadores para terem paciência, porque, mais cedo ou mais tarde, sabíamos que o golo apareceria. A questão era manter a nossa estrutura para não comprometer mais a partida. Fizemos um excelente trabalho e não nos apressámos na procura da vitória.

Na segunda parte, ninguém pensava que não íamos marcar. Obviamente, o aspeto psicológico é importante. O sofrimento é normal, assim como o alívio. Estava confiante (na vitória), porque a equipa jogava bem. Tivemos dificuldades pela força do Japão, que é organizado, perigoso e tem atletas fortes nos duelos, mas não estivemos perdidos em campo como no primeiro tempo frente a Marrocos (empate 1-1, na primeira jornada da fase de grupos).

Falei com Neymar e, se não tivéssemos empatado até ao minuto 60, ia colocá-lo em campo. Pensámos em lançá-lo no prolongamento, porque ele está bem, mas fizemos o 2-1 (no período de compensação). Neymar não entrou, mas estava tudo claro com ele.

Estamos fortes e contentes. Seguimos o nosso caminho e temos de continuar a melhorar. Descansar também é muito importante. Agora, vamos ver quem será o próximo adversário. A Noruega tem grande qualidade, mas a Costa do Marfim também pode ganhar. Respeitamos todas as seleções e jogadores. Temos trabalhado bem, mas, para melhorar, não podemos estar contentes. Queremos evoluir e jogar a um nível mais elevado. Gostei muito deste jogo, mas temos de pensar no próximo”.

Hajime Moriyasu (selecionador do Japão):

“Lamento profundamente não termos conseguido dar uma vitória aos adeptos. Como treinador, sinto que a responsabilidade é minha e quero pedir desculpas a todos.

É muito frustrante encerrar a nossa participação, mas os jogadores deram tudo de si e, até chegarmos a este momento, valorizaram o processo todos os dias e trabalharam com enorme dedicação. A equipa técnica e todo o ‘staff’ também foram extremamente dedicados nesta caminhada.

Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance e, embora agora estejamos muito dececionados, quero aceitar este resultado e transformá-lo em motivação para voltarmos ainda mais fortes”.

Casemiro (autor de um golo do Brasil e eleito melhor jogador em campo pela FIFA):

“Foi um jogo emocionante, mas uma das chaves (para a vitória) foi a calma que tivemos no momento de pressionar um adversário que estava com um bloco muito baixo. Tivemos tranquilidade e sabíamos que ia chegar o momento e conseguiríamos fazer os golos.

(Lance do 1-1) É um turbilhão de emoções e emocionámo-nos na hora do golo. O Gabriel Magalhães tem todo o mérito por ter cruzado para o meu cabeceamento. Agora, quando se ganha, ganhamos todos. Quando se perde, perdemos todos. Temos de valorizar o grupo. O Gabriel Martinelli fez o golo da vitória, o Endrick também entrou e o Rayan está a substituir o Raphinha. Esse é o espírito e o caminho para se conquistar o Mundial.

(Expectativas para os oitavos de final) Primeiro, temos de desfrutar e descansar. Depois, vamos pensar no que vem aí. Ainda nos faltam quatro finais”.

Gabriel Martinelli (autor do golo da vitória do Brasil):

“Não desistimos em nenhum momento. Lutámos durante todo o jogo, quisemos ter a bola nos pés e sabíamos que em algum momento iríamos criar oportunidades. O Japão tem muita qualidade e defende-se bem, mas estivemos bem. Na segunda parte, controlámos e conseguimos aproveitar as ocasiões que tivemos.

(Lance do 2-1) Significa muito para mim. Fico feliz e orgulhoso e dá-nos confiança para seguirmos em frente. Sabemos da qualidade que temos, mas vamos manter os pés no chão e continuar focados, porque as coisas boas vão acontecer.

(Expectativas para os oitavos de final) Vamos enfrentar outro adversário que lutará até ao fim. Vamos dar o máximo e não desistiremos por um minuto. Independentemente de podermos ficar em desvantagem (durante a partisda), vamos jogar o nosso futebol e, se Deus quiser, conseguir a qualificação”.

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