Recorde as incidências da partida

A Bélgica entrou no encontro com mais bola, mas sem a clareza necessária para transformar domínio em perigo. Do outro lado, o Egito aceitou passar mais tempo sem posse, soube escolher os momentos para acelerar e saiu do jogo de abertura do Grupo G com um empate frente aos belgas, num duelo em que esteve mais perto da vitória.
Os primeiros minutos foram marcados pelo controlo belga. A equipa de Rudi Garcia instalou-se no meio-campo egípcio, circulou com paciência, mas encontrou muitas dificuldades para chegar ao último terço com verdadeira ameaça. A posse era belga, o ritmo era baixo e o Egito parecia confortável à espera de um erro ou de um lance capaz de mudar o jogo.
Esse momento chegou aos 20 minutos. E que momento. Mohamed Salah descobriu Ashour entre linhas e o médio egípcio assinou um grande golo, com um remate colocado que ainda obrigou Courtois a esticar-se, mas sem hipóteses de chegar à bola. Um lance muito bem trabalhado, a quebrar a monotonia inicial e a confirmar que, mesmo com menos bola, o Egito tinha argumentos para ferir o adversário.
A Bélgica tentou reagir, mas continuou presa no último terço. Aos 33 minutos, surgiu um dos raros sinais de perigo, com um remate forte que obrigou Shobeir a uma defesa apertada. Ainda assim, foi o Egito quem voltou a ameaçar com mais clareza antes do intervalo. Aos 45+3 minutos, Omar Marmoush fugiu a Ngoy e rematou forte para defesa de Courtois.
Pouco depois, aos 45+5', os egípcios ficaram muito perto do segundo. Na sequência de um canto, Courtois saiu mal dos postes, a bola foi desviada por um defesa belga e sobrou para Mohanad Lasheen, que apareceu com a baliza aberta. O médio, surpreendido pelo ressalto, não conseguiu finalizar e deixou escapar uma enorme oportunidade para aumentar a vantagem.

O empate em 22 segundos
A segunda parte trouxe uma Bélgica mais pressionante, mas ainda pouco inspirada. O lance mais perigoso dos belgas surgiu aos 53 minutos, quando Kevin De Bruyne cobrou um livre diretamente ao poste. Foi o melhor momento belga até então e um aviso de que a qualidade individual podia resolver o que o coletivo não estava a conseguir construir.
Só que o Egito continuava mais perigoso sempre que acelerava. Aos 55 minutos, Salah esteve muito perto do segundo, com um cabeceamento defendido por Courtois. Dez minutos depois, Marmoush voltou a aparecer em zona de finalização e viu o remate desviar num defesa belga, quase traindo o guarda-redes do Real Madrid.
A resposta belga chegou a partir do banco. Aos 65 minutos, Romelu Lukaku entrou para o lugar de Charles De Ketelaere e precisou de 22 segundos para ter influência direta no jogo. Logo a seguir, numa jogada com participação do avançado, Hany acabou por desviar a bola para a própria baliza e oferecer o empate à Bélgica.
O golo mudou o encontro. A Bélgica ganhou confiança, subiu metros e passou a conceder menos espaço ao Egito, que já não conseguiu sair com a mesma facilidade. Ainda assim, a reviravolta nunca chegou. Aos 83 minutos, Brandon Mechele teve nos pés, ou melhor, na cabeça, a melhor oportunidade para consumar a recuperação, mas Shobeir respondeu com uma defesa incrível e segurou o empate.
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No fim, ficou a sensação de que a Bélgica salvou um ponto depois de uma exibição irregular, enquanto o Egito mostrou organização, perigo e personalidade suficientes para discutir o apuramento.
Melhor em campo Flashscore: Brandon Mechele (Bélgica)

