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Mundial-2026: Espanha engole Argentina e conquista o título

Atualizado
Espanha conquista o Campeonato do Mundo
Espanha conquista o Campeonato do MundoOpta by Stats Perform, REUTERS/Amanda Perobelli

A Espanha sagrou-se campeã do mundo ao vencer a Argentina por 1-0, após prolongamento, na final do Mundial-2026. Ferrán Torres marcou o golo decisivo aos 106 minutos, num jogo de domínio absoluto da La Roja perante uma albiceleste reduzida a dez e incapaz de enquadrar qualquer remate.

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As notas individuais dos onzes iniciais
As notas individuais dos onzes iniciaisFlashscore

Era o jogo do ano. Espanha e Argentina chegaram à final do Mundial-2026 com argumentos diferentes, mas igualmente fortes. A La Roja apresentava-se com apenas um golo sofrido em sete jogos, sustentada numa organização impressionante e num futebol de posse cada vez mais maduro. A Argentina, embalada por Lionel Messi, trazia na bagagem várias reviravoltas épicas e uma capacidade competitiva que a tinha levado até ao último degrau.

O duelo também era especial pelos protagonistas. De um lado, Lamine Yamal, símbolo de uma nova geração espanhola. Do outro, Lionel Messi, o rosto maior de uma era argentina. Era um confronto geracional, mas também um duelo de bancos entre Lionel Scaloni e Luis de la Fuente, dois conhecidos de longa data, amigos fora das quatro linhas, mas rivais por um objetivo comum: o título mundial.

Espanha com bola, Argentina sem remate

A final começou com sinais dos dois lados. Aos cinco minutos, Lamine Yamal combinou bem com Dani Olmo da direita para o meio e surgiu em zona perigosa, mas a bola sofreu um desvio e acabou nas mãos de Emiliano Martínez. Logo a seguir, Messi foi bem desmarcado nas costas da defesa espanhola, mas Unai Simón leu bem o lance, saiu da baliza e afastou o perigo.

A partir daí, a Espanha assumiu mais bola, enquanto a Argentina respondeu com organização e linhas muito juntas. As oportunidades claras foram escassas, mas a La Roja parecia sempre mais confortável com o rumo do jogo. Aos 38 minutos, Oyarzabal rematou para defesa de Emiliano Martínez e, aos 43', Cucurella aproveitou espaço para aparecer em zona de finalização, mas atirou ao lado.

Ao intervalo, o dado era evidente: a Argentina terminava a primeira parte sem qualquer remate à baliza de Espanha. Um sinal claro daquilo que a equipa de Scaloni não tinha conseguido oferecer em termos ofensivos. Messi apareceu pouco, a ligação entre setores falhou e a albiceleste passou demasiado tempo a resistir.

As principais estatísticas ao intervalo
As principais estatísticas ao intervaloOpta by Stats Perform

Paredes trouxe nervo, mas não trouxe jogo

O espetáculo do intervalo teve mais emoção do que a produção ofensiva argentina. Madonna, Shakira, BTS e Justin Bieber foram as principais atrações, num evento que contou ainda com Burna Boy, Gustavo Dudamel, Ted Lasso e Coach Beard, PS22 Chorus, Coldplay, Vila Sésamo e Os Muppets. No relvado, porém, a final continuava à espera de uma Argentina mais atrevida.

Scaloni tentou mexer cedo e lançou Leandro Paredes para o lugar do apagado Nico González. A entrada do médio deu outra energia ao miolo argentino, mas trouxe sobretudo nervo. Paredes não tardou a envolver-se em conflitos com jogadores espanhóis, num sinal de uma Argentina mais intensa no contacto do que no jogo.

A Espanha, pelo contrário, voltou a assumir o controlo. Aos 46 minutos, Baena rematou para defesa segura de Emiliano Martínez. Aos 63', a Argentina continuava sem qualquer remate. O contraste era gritante: uma equipa procurava construir, a outra sobrevivia.

Dibu segurou tudo o que pôde

A partir da segunda metade, o domínio espanhol tornou-se cada vez mais evidente. Aos 65 minutos, Dani Olmo rematou e Dibu Martínez, numa bola que parecia de defesa fácil, teve dificuldades e cedeu canto. Dois minutos depois, Yamal cruzou para Ferrán Torres cabecear, mas o guarda-redes argentino voltou a responder.

Messi continuava desaparecido e a Argentina não encontrava forma de sair a jogar. A Espanha acelerou e acumulou ocasiões: aos 77 minutos, Pedri atirou para nova defesa de Dibu; no mesmo minuto, Cubarsí disparou forte e obrigou o guarda-redes da albiceleste a uma intervenção apertada. Aos 81', Laporte também tentou, após mais uma jogada conduzida pela direita e um cruzamento de Nico Williams.

A La Roja engoliu a Argentina. Tinha bola, tinha território, tinha critério e tinha oportunidades. A equipa de Scaloni, sem capacidade para ligar o jogo, recorreu sobretudo ao duelo físico e à resistência. O prolongamento começou a parecer inevitável, não por equilíbrio, mas porque Dibu Martínez ia adiando o que parecia cada vez mais provável.

Expulsão, sofrimento e prolongamento

Nos descontos, a Argentina ainda tentou chegar à baliza espanhola. Aos 90+2', Simeone cruzou para as mãos de Unai Simón, naquele que foi um dos poucos sinais ofensivos da albiceleste em toda a partida. Um minuto depois, Enzo Fernández viu o segundo cartão amarelo, por entrada imprudente sobre Cubarsí, e deixou a Argentina reduzida a dez.

Mesmo assim, a decisão não chegou no tempo regulamentar. Aos 90+8', Dibu Martínez voltou a ser gigante e negou o golo a Lamine Yamal num livre direto, no último suspiro. A final seguia para prolongamento, com a Argentina em inferioridade numérica e agarrada quase exclusivamente ao seu guarda-redes.

As principais estatísticas no final do tempo regulamentar
As principais estatísticas no final do tempo regulamentarOpta by Stats Perform

Ferrán Torres fez justiça

O prolongamento trouxe mais do mesmo. Aos 93 minutos, Dibu Martínez assinou mais uma defesa enorme, desta vez a cabeceamento de Nico Williams. A Espanha continuava a dominar, a Argentina continuava com enormes dificuldades e o jogo parecia preso entre a insistência espanhola e a resistência desesperada da albiceleste.

Aos 95 minutos, Nico Williams ainda chegou a marcar, mas o árbitro anulou o golo por alegada falta de Mikel Merino sobre Otamendi. O lance deixou muitas dúvidas, mas a Espanha não parou. Aos 103', Merino desviou de cabeça ao lado, em mais uma oportunidade para a equipa de Luis de la Fuente.

A justiça chegou aos 106 minutos. Nico Williams serviu Ferrán Torres em desequilíbrio e o avançado do Barcelona atirou fortíssimo para o fundo da baliza argentina. Era o 1-0, finalmente, depois de uma final em que a Espanha tinha sido claramente superior. Aos 110 minutos, o dado era esmagador: 20-0 em tentativas de golo. A vantagem era curta no marcador, mas enorme naquilo que o jogo tinha mostrado.

La Roja no topo do mundo

A Argentina ainda tentou resistir, mas nunca conseguiu ameaçar verdadeiramente Unai Simón. Aos 114 minutos, Ferrán Torres ainda festejou o bis, após passe de Yamal, mas o lance foi anulado por fora de jogo. Pouco importava. A Espanha já tinha encontrado o golo que procurou desde cedo e que justificou com uma exibição autoritária.

Os principais destaques e estatísticas da partida
Os principais destaques e estatísticas da partidaOpta by Stats Perform

No fim, venceu a melhor equipa da final. A Argentina de Messi ficou sem resposta, presa ao esforço defensivo e salva durante demasiado tempo por Dibu Martínez. A Espanha, com bola, paciência, talento e maturidade, tocou no céu, e fê-lo à sua maneira: a mandar no jogo até ao fim.

Melhor em campo Flashscore: Emiliano Martínez (Argentina)

Os números de Emiliano Martínez
Os números de Emiliano MartínezOpta by Stats Perform, REUTERS/Omar Aziz