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Sjöström, estrela sueca da natação, continua a desafiar o tempo após a maternidade

Sjöström espera regressar ao seu nível, mas não a qualquer preço
Sjöström espera regressar ao seu nível, mas não a qualquer preçoCHRISTINE OLSSON / TT NEWS AGENCY / TT NEWS AGENCY VIA AFP

De fenómeno precoce a exemplo de longevidade: de regresso após a maternidade, a rainha sueca da natação, Sarah Sjöström, continua a desafiar o passar do tempo nos Europeus de Paris aos 33 anos.

Sjöström também não perde de vista os Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028.

Na capital francesa, onde vai competir nos 50 metros livres e mariposa, a sueca, campeã da Europa pela primeira vez aos 14 anos pode conquistar, quase duas décadas depois, as suas 99.ª e 100.ª medalhas internacionais. Uma aposta ambiciosa após uma paragem de dois anos e um ano depois de ter dado à luz o seu primeiro filho.

Desde que regressou da licença de maternidade, a consagrada desportista sueca participou em duas competições, em abril em Estocolmo e depois em junho em Roma.

A reunião no seu país "foi um primeiro passo", explica em entrevista à AFP. "Foi fácil porque a piscina fica apenas a 20 minutos de carro da minha casa", indica.

"Não tinha decidido uma data para o meu regresso. Simplesmente fui levando dia após dia e, quando se aproximou a competição em Estocolmo, disse para mim própria: 'Está bem, acho que estou pronta e tenho curiosidade em ver o que consigo fazer'".

Regresso a Paris

Resultado: um tempo espetacular de 24 s 36/100 no regresso aos 50 m livres. "Foi realmente impressionante!", afirma. Tratava-se então da sua primeira aparição desde os Jogos Olímpicos de Paris, onde tinha conquistado os títulos nos 50 e 100 m livres.

Desde então, a velocista melhorou a sua marca para 23 segundos e 86 centésimas em Itália, tornando-se na terceira melhor marca da temporada e a melhor a nível europeu.

No entanto, estes dois anos longe das competições não lhe pareceram assim tão longos. "Estive ocupada com outras coisas", diz, sorrindo. "Mentalmente estava preparada para fazer uma pausa, por isso não pensei muito na competição durante esse tempo. E, claro, depois do nascimento de um filho, o tempo passa muito depressa", acrescenta.

No regresso, diz não ter sentido qualquer pressão em particular. "Apenas esperava sentir-me bem", declara sem rodeios a sueca, que nunca deixou de treinar durante a ausência.

"Não treinava com um objetivo concreto de rendimento. Mas continuei a nadar durante toda a gravidez. Procurei ir à piscina pelo menos quatro vezes por semana", prossegue.

"Para mim é importante, não como nadadora, mas como pessoa, mexer o corpo. Penso que a última vez que nadei foi 10 dias ou uma semana antes de dar à luz", refere.

Com os olhos postos em Los Angeles

A nadadora, contudo, sempre teve como objetivo disputar o Europeu em Paris, onde as provas de velocidade começam na segunda-feira.

A competição parisiense deverá também permitir-lhe tirar referências a dois anos dos Jogos Olímpicos de LA, que serão os sextos da sua carreira. "Parece uma loucura!", reconhece.

"Mas antes de voltar a mergulhar, tive de me colocar as perguntas certas. Disse para mim própria: 'Está bem, quero ir a Los Angeles, mas se tiver de forçar o meu corpo e a minha mente na direção errada, talvez não valha a pena'".

"Hoje sinto que a carga de trabalho que assumo atualmente me faz bem, tanto mental como fisicamente", destaca Sarah durante a conversa.

"Sinto-me em forma e realizada como pessoa e ainda como atleta", resume.

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