Neurocirurgião e principal acusado no julgamento pela morte de Maradona: "Diego defender-me-ia"

Leopoldo Luque, neurocirurgião e principal acusado no julgamento pela morte de Diego Armando Maradona
Leopoldo Luque, neurocirurgião e principal acusado no julgamento pela morte de Diego Armando MaradonaLuciano González / ANADOLU / Anadolu via AFP

O neurocirurgião Leopoldo Luque, principal acusado no julgamento pela morte de Diego Maradona na Argentina, declarou esta quinta-feira perante o tribunal e afirmou que o ex-futebolista seria o único que "diria a verdade" e o "defenderia".

O julgamento procura apurar responsabilidades na morte de Maradona, ocorrida a 25 de novembro de 2020, 22 dias após uma operação a um hematoma subdural e enquanto o ídolo se encontrava em internamento domiciliário.

"O Diego é o único que diria a verdade e defender-me-ia", garantiu Luque, médico assistente de Maradona, na 12.ª audiência do processo que decorre em San Isidro, a 30 quilómetros a norte de Buenos Aires.

Na mesma audiência também prestou depoimento o médico intensivista Fernando Villarejo, que acompanhou o ex-futebolista após a cirurgia e afirmou que discordou da decisão de o transferir para casa.

"Não era um doente para cuidados domiciliários. Necessitava de outras condições", afirmou Villarejo, ao referir que tinha sugerido um internamento numa instituição especializada, sobretudo devido aos problemas de dependência de Maradona do álcool e de psicofármacos.

O internamento domiciliário foi acordado entre a família, o círculo próximo e a equipa médica de Maradona e teve lugar na cidade de Tigre, perto de San Isidro.

Ao longo do julgamento, que começou a 14 de abril, várias testemunhas referiram que Luque e a psiquiatra Agustina Cosachov insistiram que era a única opção porque Maradona não iria consentir entrar num centro de reabilitação.

"Nós sugerimos que fosse para uma instituição especializada no tratamento de dependências", salientou Villarejo.

Luque, Cosachov e outros cinco profissionais de saúde estão acusados de homicídio com dolo eventual, um crime que implica que tinham consciência do risco de morte. Caso sejam condenados, poderão enfrentar penas até 25 anos de prisão.

Uma oitava acusada será julgada separadamente num julgamento por júri.

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