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Portugal ambiciona Mundial “único” em 2030, diz António Laranjo

António Laranjo no Portugal Football Summit
António Laranjo no Portugal Football SummitPortugal Football Summit

O coordenador da candidatura ao Mundial-2030 de futebol expressou esta sexta-feira a vontade que o Campeonato do Mundo de futebol seja lembrado como “único”, no encerramento da conferência Portugal Football Summit, em Oeiras.

 

Esta foi a palavra escolhida por António Laranjo para exprimir a sensação que a competição organizada conjuntamente por Portugal, Espanha e Marrocos deixe, a participantes, adeptos e outros visitantes.

A 1.351 dias do arranque do Mundial-2030, o responsável da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que desempenhou idênticas funções no Euro-2004, aponta a uma “excelente organização, uma organização de topo”.

“Desde o Euro-2004, que foi reconhecido como o melhor Europeu de sempre, e o que estamos apostados em fazer é, agora, ter o melhor Mundial de sempre”, vincou Laranjo, admitindo que “falta muito pouco tempo”.

Reconhecendo que a “vertente desportiva está muito bem entregue a Jorge Jesus”, o responsável admitiu que a organização passe para um segundo plano, após a competição, apenas numa situação: “Mais do que esses elogios, o que queríamos ouvir era que Portugal é campeão”.

“Mas o que queremos (em termos organizacionais) é outra coisa, que as cidades estejam mais bem preparadas, que as pessoas vivam o evento da melhor forma possível, dentro dos estádios, nas cidades, nos transportes, em tudo. É isso que queremos como legado do Mundial”, explicou Laranjo.

Depois das “agradáveis surpresas” na candidatura tripartida, o responsável federativo não escondeu a ambição: “Portugal tem de mostrar ao mundo, e também a Espanha e Marrocos, que organizamos melhor do que eles”.

O secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, partilhou da ambição de Laranjo, pretendendo que cada visitante tenha em Portugal “a melhor experiência da sua vida”, enquanto Lídia Dias, do Turismo de Portugal, espera ainda que as permanências dos adeptos se prolonguem além das datas de jogo.

Também presente no painel dedicado ao Mundial-2030 em Portugal, o presidente executivo da TAP, Luís Rodrigues, lembrou que o impacto da competição vai “depender muito do sorteio”, entre as 48 seleções participantes, muitas delas sem rotas da companhia aérea portuguesa.

A segunda edição da Portugal Football Summit terminou hoje, com a participação de de 250 oradores, perante, segundo a FPF, cerca de dois mil participantes.

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