Depois de Rajoub e Suliman se terem dirigido aos delegados, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, convidou ambos a posicionarem-se ao seu lado.
No entanto, Rajoub rejeitou o convite, recusando os repetidos esforços de Infantino para o incentivar a participar naquele momento.
Numa ocasião durante o encontro na cidade canadiana, foi possível ouvir Rajoub afirmar: "Estamos a sofrer".
A Associação Palestina de Futebol recorreu recentemente ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), a mais alta instância desportiva, devido à recusa da FIFA em sancionar Israel pela existência de clubes de futebol sediados na Cisjordânia.
A Associação da Palestina defende que os clubes localizados nos colonatos da Cisjordânia não deveriam ter autorização para competir em ligas sob controlo das autoridades do futebol israelita.
"Recusei apertar-lhe a mão"
Em 2024, peritos das Nações Unidas indicaram que tinham sido identificados pelo menos oito clubes de futebol que disputavam os seus jogos em "colónias israelitas", apelando à FIFA para "cumprir a sua responsabilidade de respeitar os direitos humanos".
Em declarações à comunicação social esta quinta-feira, Rajoub apelou à FIFA para "aplicar os seus estatutos com justiça e lógica".
"O que está a acontecer na Palestina é terrível: a destruição de todas as infraestruturas desportivas palestinianas em Gaza, o assassinato de centenas de atletas e funcionários palestinianos... Creio que chegou o momento de fazer justiça", afirmou Rajoub.
"O indivíduo que falou em nome de Israel nem sequer prestou atenção ao sofrimento, ao que está a acontecer", acrescentou.
"Recusei apertar-lhe a mão. Como poderia apertar a mão ou tirar uma fotografia com um homem assim?", questionou.
