O grupo francês Amaury, proprietário do jornal L'Équipe e da revista France Football — que atribui anualmente a Bola de Ouro —, afirma que leva “muito a sério” as acusações de fugas de informação “potencialmente fraudulentas”.
Ainda de acordo com o comunicado divulgado pelo grupo, estas suspeitas podem comprometer a integridade “do troféu mais prestigiado do mundo para um jogador” e que este ano teve como vencedor o inglês Harry Kane.
"Há investigações em curso para verificar os factos e apurar eventuais responsabilidades. O processo para a apresentação de uma queixa já está em curso”, informou o grupo.
O escândalo veio a público quando se soube que tinham sido feitas apostas avultadas na plataforma online Polymarket sobre os cinco primeiros classificados — resultados que acabaram por ser confirmados na cerimónia da entrega do troféu.
O facto levantou suspeitas de que a lista de vencedores poderia ter sido divulgada previamente.
Há dias, o veículo financeiro online Upside afirmou que várias apostas, consideradas potencialmente suspeitas, terão sido feitas na plataforma Polymarket — proibida em França —, antes da cerimónia realizada em 27 de outubro, em Londres.
Segundo o Upside, terão sido apostados cerca de 265 mil dólares através de “12 contas, possivelmente pertencentes à mesma pessoa”, poucos dias antes da cerimónia.
As apostas indicavam a classificação exata dos cinco primeiros classificados da Bola de Ouro de 2026: Harry Kane, Kylian Mbappé, Lamine Yamal, Rodri e Lionel Messi.
O ex-diretor da France Football, Pascal Ferré, declarou à emissora RMC que, graças ao novo protocolo adotado pela revista para evitar fugas de informação, apenas cinco pessoas sabiam o nome do vencedor antes de este ser revelado em Londres pelo ex-jogador Ronaldo.
