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Râguebi: Suspeitos de assassínio de Federico Aramburú começam a ser julgados em França

Começou o julgamento em França
Começou o julgamento em FrançaGAUTHIER BEDRIGNANS / HANS LUCAS / HANS LUCAS VIA AFP

Dois suspeitos do assassínio do antigo jogador de râguebi argentino Federico Martin Aramburú começaram a ser julgados em França, quatro anos depois da morte a tiro, após uma discussão que se tornou violenta, em março de 2022.

Loïk Le Priol, de 32 anos, e Romain Bouvier, de 35, estão, respetivamente, acusados de homicídio e de tentativa de homicídio, tendo evitado cruzar o olhar com os familiares do antigo internacional argentino ao entrarem no banco dos réus de um tribunal criminal, em Paris.

Ao disparar contra o jogador argentino na sequência de uma rixa que envolveu álcool, Le Priol é considerado, de facto, "o autor da morte" de Federico Martín Aramburú, mas o ex-militar francês alegou ter aberto fogo para se defender, apesar de o antigo jogador de râguebi estar desarmado.

"Caberá ao Tribunal do Júri (de Paris) decidir se essa defesa foi legítima ou não", disse o réu, a propósito de um episódio ocorrido no terraço de um bar, em Paris, na madrugada de 19 de março de 2022.

Também Romain Bouvier, ex-estudante de direito em Paris, que morava num apartamento próximo do local da rixa, corre o risco de ser condenado a prisão perpétua por tentativa de homicídio.

O réu, de 35 anos, admitiu ser culpado do crime de "violência com uso de arma", ao disparar quatro vezes, ainda que esses tiros não tenham causado a morte de Aramburú, mas negou a intenção de matar o antigo jogador.

"Nunca quis matar Martín Aramburú. Não quis feri-lo, nem sequer tocá-lo", disse Bouvier.

Os dois homens, que partilhavam a simpatia pela extrema-direita e a tendência para a violência, para o álcool e para o uso de armas, afirmam ter disparado por "medo do porte físico do argentino" e do seu amigo Shaun Hegarty, antigo jogador de râguebi francês.

A discussão no terraço de um bar de Paris deu-se após as 05:20, quando Hegarty comentou a maneira como Le Priol repreendeu um cliente, gerando-se sucessivas provocações até Aramburú agarrar em Le Priol pelo capuz e o atirar ao chão.

Com os dentes partidos, Le Priol prometeu, segundo testemunhas no local, matar Aramburú e entrou no seu automóvel para seguir os antigos jogadores de râguebi, com Bouvier a disparar quatro vezes quando os veículos se colocaram lado a lado.

Aramburú foi atingido, mas permaneceu de pé, antes de Le Priol correr na sua direção e disparar seis vezes com um revólver do final do século XIX, que alegou ter utilizado "para se defender".

Após a morte do argentino no local, o ex-militar francês abandonou o local e foi detido passados alguns dias, na fronteira entre a Hungria e a Ucrânia.

O veredicto do tribunal deve ser conhecido em 25 de setembro.

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