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Preferência por ficar em primeiro ou segundo: "Num torneio como o Mundial, não há caminho e posição certa. O importante é chegar ao melhor nível e só dá para o atingir a ganhar jogos. A Colômbia é um desafio diferente a nível tático, mas o nosso foco é continuar o que fizemos no segundo jogo, tentar melhorar os aspetos que precisamos de melhorar utilizar os três jogos para preparar o segundo Mundial".
Jogo de afirmação de Portugal: "Tivemos tempo para falar do barulho e das críticas. O foco é de concentração e responsabilidade para atingir o nosso melhor. No segundo jogo, depois do primeiro golo, continuámos e controlámos. No primeiro jogo não o conseguimos fazer. O aspeto psicológico de gerir um jogo num Mundial é muito importante. Amanhã é o primeiro jogo que jogamos fora de casa. Em Miami, há um número elevado de adeptos da Colômbia e é um bom desafio para nós para sentir que podemos controlar o jogo e as emoções".
Luis Suárez: "A Colômbia é uma equipa que acredita muito no que faz. O trabalho do Nestór Lorenzo tem uma clareza de ideias, tem continuidade. Não é o jogador que joga, é a ideia de jogo. Tem posse de bola, com jogadores como James, Quintero, Arías, que utilizam as zonas centrais, é uma das melhores equipas em transição com o Luis Díaz e a finalização com o Luis Suárez. A Colômbia é uma ideia, não é tanto se joga ou não o Luis Suárez. A equipa está apurada e acho que gerir o balneário e aspeto físico dos jogadores é importante. Não é uma surpresa se algum jogador que começou de início não jogue amanhã (na madrugada de domingo), mas isso não muda o potencial desta equipa".
Tempestade e preparação para o jogo: "Acho que é o contrário. A preparação para o jogo com a Colômbia começou em março, quando estivemos no México. Tivemos treinos em Miami para nos adaptarmos ao clima. O planeamento era ficar em Miami para preparar o jogo com a Colômbia. Em Houston, era preciso uma preparação diferente porque o estádio era fechado. Tivemos treinos, ativações e os jogadores estão preparados para o aspeto físico, numa relva diferente da que jogamos na Europa. Tudo foi preparado desde o primeiro dia que chegamos. Se há um jogo que tivemos tempo de preparar foi este.

A parte das tempestades? É o que queremos. Preparar para o inesperado, reagir bem e preparar o jogo. Fizemos isso muito bem. Fiquei muito contente com a equipa de apoio e estamos perfeitamente preparados para o jogo. Não começámos a preparar o jogo com a Colômbia depois do primeiro jogo, foi ao contrário".
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Plano: "A ideia é ter todos os jogadores preparados. Estamos numa altura em que a equipa pode fazer alterações ao intervalo e manter a qualidade. É essa a força do nosso balneário. Os jogadores estão preparados para dar tudo quando começam e para fazer a diferença quando saem do banco. Na nossa equipa, a palavra substituto não existe. Todos os jogadores estão aptos, o que é importante. Temos de ajustar aspetos importantes em relação ao adversário, mas o importante é sermos nós mesmos num ambiente diferente e contra uma equipa diferente".
Mentalidade: "O grupo está num equilíbrio muito bom. Quando estamos juntos no treino podemos trabalhar em tudo para ganhar confiança. O segundo jogo deu isso, deu muita confiança e força para acreditar no que fazemos. O foco, concentração e atitude que tivemos nos dois jogos continua e não perdemos isso. A equipa está a acrescentar constantemente. Não é uma equipa que perde qualidades, é o contrário. Contra a Colômbia temos de acrescentar e ter personalidade para continuar a ser Portugal. Não há perigo de perder o bom que fizemos durante os dois jogos".
Gestão do grupo durante o Mundial: "Para nós, é importante avaliar os três jogos. Vamos continuar o que fizemos nos dois primeiros jogos, corrigir, utilizar aspetos táticos, avaliar os jogadores a nível físico. É um jogo importante a nível interno para avaliar o nosso nível. O segundo jogo foi importante para a união de grupo e no aspeto psicológico, mas foi muito bem conseguido taticamente. Amanhã é um jogo importante porque queremos ganhar, continuar com o que fizemos e só depois podemos avaliar o balneário".

Bolas paradas: "Acho que não posso responder só em dois minutos. É um aspeto do futebol moderno. O que acontece nas áreas é essencial. Nas academias, o desenvolvimento dos jogadores é entre as áreas. É importante trabalhar as bolas paradas, ao nível da estratégia e qualidade, intensidade para chegar à bola. O Austin está a fazer um trabalho fantástico. É bom marcar golos de bola parada, mas criar oportunidades é consistente e estamos a fazer isso há muito tempo. Somos uma equipa que precisa de jogar bem para utilizar a bola parada. Não somos uma equipa com o foco de manter a baliza a zero e utilizar a bola parada para ganhar, mas no último terço ajuda utilizar a qualidade individual dos jogadores e a estratégia para aproveitar esses momentos".
Excesso de confiança: "Acho que a nossa avaliação depois de um jogo precisa de ser honesta e racional. Continuamos com o mesmo foco. O aspeto racional é importante, o aspeto honesto também. Os nossos jogadores têm capacidade para perceber o que acontece no relvado. Não é um grupo emotivo, inexperiente, é um grupo que precisa do aspeto racional e honestidade".
Final do Mundial: "Temos de entender como podemos chegar à final de um Mundial. Para isso, o jogador que representa a seleção tem estar comprometido, dar tudo pelo grupo, ter talento para ganhar às melhores seleções. Os nossos jogadores demonstram isso, mas é preciso ir passo a passo. Um dos passos é fazer um bom jogo com uma seleção muito exigente. Estamos concentrados no caminho. Não falamos de chegar à final ou ganhar o Mundial. Falamos de parar as virtudes da seleção colombiana, controlar o jogo, sermos nós mesmos e ganhar o jogo".

O que esperar da Colômbia: "A seleção colombiana é uma equipa muito completa. Tem qualidade entrelinhas, mas também é uma equipa que não precisa de bola para fazer danos. É uma equipa muito rápida, o Suárez e o Luis Díaz são rápidos, tem dois dos laterais mais incisivos do torneio. Não há segredos. Demonstra que o treinador trabalha com a seleção como um clube. Com clareza e competitividade entre os jogadores, jogadores que gostam de representar a seleção e são um grande exemplo para outras seleções que estão no Mundial".
Balneário experiente: "O balneário tem equilíbrio emocional e exigência. Há muita confiança, concentração no que queremos fazer e esse equilíbrio emocional é importante. Temos um capitão com a bagagem de seis Mundiais e isso ajuda muito, mas também temos o capitão do Manchester United, capitães do Manchester City, do FC Porto e Al Hilal".
Colômbia neste Mundial: "Não há surpresa. A seleção colombiana é sempre uma seleção competitiva, flexível taticamente e ganhar ajuda muito. Vamos encontrar uma Colômbia com muita confiança, alegria, mas não há surpresa. É a seleção que esperávamos".
Gestão da Colômbia: "Cada seleção tem os seus pontos importantes e tem de gerir tudo isso. O importante é que a ideia da Colômbia não muda. É isso que faz com que a seleção da Colômbia tenha sido tão consistente. Para nós é igual. No Mundial é importante ter competitividade. Não há uma seleção que use 11 jogadores e esses 11 ganhem o Mundial. Não há jogos fáceis. Podem ficar algo mais fáceis quando marcamos, mas não há jogos mal preparados. Há sempre exigência interna, estamos bem e respeitamos a ideia da Colômbia. O que fizerem não nos vai surpreender".
Vantagem de acabar em primeiro: "No meu primeiro Mundial iria dizer que sim, mas depois percebes que não é assim nas competições. Em 2018, Inglaterra e Bélgica estavam apuradas e sabíamos que o vencedor ia defrontar o Brasil. Ganhámos a Inglaterra e sentimos que a equipa cresceu muito, depois batemos o Brasil. O foco é criar a melhor atmosfera, vencer todos os jogos. O caminho não interessa. Este Mundial é complexo. Não há um caminho melhor do que outro. O foco amanhã é estarmos no nosso melhor e vencer".
Trio de médios: "Tem sido interessante. Quando cheguei à seleção, em março de 2023, o Vitinha não estava na equipa. Tem sido fascinante ver o talento a emergir. Depois, o João Neves chegou. A seleção deve ter continuidade, é difícil preparar uma equipa com três treinos, mas é preciso abrir a porta a novos talentos. É um exemplo. Há 10 milhões de pessoas em Portugal e todos os anos há jogadores a sair com muito talento. Tivemos de encontrar forma de abrir espaço para o Vitinha, mas quando há jogadores inteligentes isso é fácil de fazer. O Bernardo Silva, João Neves, Bruno Fernandes e Vitinha são dos melhores jogadores das suas posições, mas são todos diferentes. É um desafio encontrar o equilíbrio certo e dar-lhes liberdade, mas é fascinante ver os pontos fortes destes jogadores dentro de campo".
Procura de bilhetes: "Eu tive de comprar bilhetes para a minha família em novembro, já sabia que ia ser difícil conseguir bilhetes. O futebol traz união, paixão e inspira as crianças, todos os valores que queremos ver no mundo. Espero que o futebol ganhe amanhã".
Jogo agressivo: "É importante estar preparado. Um dos pontos fortes da Colômbia é os duelos. Precisamos de competir, mas com cabeça fria. O foco é o nosso desempenho, o que podemos controlar e fazer. O desafio de jogar com a Colômbia ajuda-nos a melhorar nesse aspeto mais psicológico".
Ruído exterior: "O trabalho foi muito consistente. O ruído de fora não afeta o balneário, nem a preparação das partidas. Os jogadores estão muito concentrados. Estamos mais preparados depois do segundo jogo porque ajudou muito na união do grupo".
Argentina: "Não tive tempo, só vi os jogos dos nossos adversários, mas não me surpreenderia que a Argentina continuasse a fazer um grande Mundial".
Sismo Venezuela: "Em primeiro, quero transmitir os sentimentos ao teu povo. Estamos todos a pensar em vocês e a apoiar".

Treinador espanhol com mais jogos em Mundiais: "Jogar num Mundial é difícil, chegar a esses números faz-me muito orgulhoso. Estamos numa sala com lendas do futebol espanhol. Estar num Mundial é muito bonito e faz-me orgulhoso".
Reação às críticas: "O futebol é uma lição de vida. As coisas não saem como planeias, há momentos difíceis, coisas inesperadas e temos de nos levantar todos juntos. É isso que fazemos em todos os jogos, seja com críticas ou elogios. Temos de ser humildes e trabalhar no duro".
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.
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