Na carreira do agora antigo capitão de Portugal ficará sempre o 10 de julho de 2016, dia em que levantou a taça de campeão europeu em pleno Stade de France, nos arredores de Paris, no maior feito de sempre da história do futebol nacional.
Ronaldo esteve ainda na final do Euro-2004, o seu primeiro torneio, com apenas 19 anos, nas meias-finais do Mundial-2006 e também nas meias do Euro-2012.
Tudo sobre o caso Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo anunciou a despedida da seleção portuguesa a 05 de novembro, depois de ter abandonado o estágio da equipa a 30 de setembro, na véspera do jogo com a Dinamarca.
Veja as reações ao adeus do capitão e recorde todas as polémicas de CR7 com Portugal, assim comotoda a cronologia da crise.

Seguiram-se duas Liga das Nações, em 2019 e 2025, mais dois títulos na era dourada da equipa das quinas, com Ronaldo sempre como o seu maior protagonista, trajeto que deixa o madeirense com lugar eterno entre os deuses do futebol mundial.
A nível individual, o avançado, que decidiu deixar Portugal já com 41 anos de idade, terminou a carreira internacional cheio de recordes e marcas que parecem ser inatingíveis num futuro próximo, tanto em Mundiais como em Europeus.
É o único jogador da história do futebol a festejar um golo ou mais em seis Campeonatos do Mundo, é o melhor marcador de sempre das fases de qualificação, com 41, e ultrapassou o recorde de Eusébio (nove), que durava desde 1966, como melhor marcador de Portugal numa fase final da prova, chegando aos 11.
A marca de Cristiano Ronaldo em Europeus é ainda bem maior e o madeirense despede-se do futebol de seleções com os recordes de mais golos (14), mais jogos (30) e mais presenças (seis) em fases finais.
Do outro lado da balança, o Campeonato do Mundo de 2014, no Brasil, fica registado na sua carreira como a pior participação de sempre em fases finais, com Portugal a ficar pela fase de grupos, num torneio em que o avançado atuou lesionado, enquanto o Euro2024, na Alemanha, foi a única das 12 fases finais em que o avançado ficou em branco.
No Euro-2004, que decorreu em solo nacional, Ronaldo contribuiu com dois golos e aprendeu ainda bem jovem o que é estar na final de uma grande competição, mas também o que é perder um encontro de tal importância, com a Grécia a bater Portugal (1-0), no Estádio da Luz, em Lisboa.
Em plena era Scolari, dois anos depois, o jogador madeirense disputou o seu primeiro Campeonato do Mundo, na Alemanha, e só parou nas meias-finais, num desaire frente à França (1-0), numa campanha em que marcou apenas por uma vez.
No Euro-2008, organizado por Áustria e Suíça, Ronaldo foi pela primeira vez capitão numa fase final, mas a seleção nacional caiu nos quartos de final com a Alemanha (3-2). O avançado fez novamente apenas um golo, na despedida de Scolari.
Entrou Carlos Queiroz, mas o novo selecionador durou apenas um fase final, no Mundial-2010, na África do Sul, e Ronaldo voltou a festejar apenas por uma vez. Portugal acabou derrotado pela Espanha (1-0), nos oitavos de final.
Saiu Queiroz, entrou Paulo Bento e CR7 voltou a sonhar com o seu primeiro título com a seleção nacional em 2012, no Europeu da Polónia e Ucrânia, assinando três golos num trajeto que parou novamente frente à Espanha, nas meias-finais, mas só nas grandes penalidades (0-0, 4-2 nos penáltis).
Essa campanha alimentou esperanças para o Mundial do Brasil, mas Portugal nem à fase a eliminar conseguiu passar. Apesar de estar visivelmente limitado a nível físico, Ronaldo ainda marcou por uma vez.
Com o seu legado internacional a ficar em risco, já que um título com Portugal tardava em aparecer na carreira, tudo mudou com a entrada de Fernando Santos para selecionador e com o Euro-2016.
Na campanha em França, Ronaldo fez três golos, igualando o seu melhor registo em fases finais, e a seleção nacional festejou o primeiro e único grande título da sua história até hoje, após bater a equipa anfitriã, por 1-0, após prolongamento.
O madeirense fez 146 golos ao serviço de Portugal, um número recorde a todos os níveis, mas nenhum foi tão importante como o remate certeiro de Éder nesse dia no Stade de France.
Pela primeira vez, Portugal foi a um Mundial com o estatuto de campeão europeu, neste caso na Rússia, em 2018, mas tudo acabou abruptamente nos oitavos de final com o Uruguai (2-1).
Ronaldo chegou pela primeira vez aos quatro golos numa grande competição, mas tal feito valeu de pouco.
CR7 fez ainda melhor no Euro-2020, com cinco golos, mas novamente Portugal caiu cedo, e outra vez nos oitavos, desta vez perante a Bélgica (1-0), em Sevilha.
Naquele que era apontado como a sua última grande competição, o avançado marcou apenas por uma vez no Mundial-2022, realizado durante o inverno no Qatar, embora Portugal tenha chegado aos quartos de final, perdendo com Marrocos (1-0).
Após oito anos e com dois títulos, Fernando Santos abandonou o cargo de selecionador e, quando se esperava que Roberto Martínez, seu sucessor, iniciasse um novo ciclo no futebol português, o espanhol acabou por convencer Ronaldo a competir em mais duas fases finais.
O Euro-2024, que acabou nos quartos frente à França (0-0, 5-3 nas grandes penalidades), foi de pesadelo para o avançado, que ficou a zero em solo germânico, mas o Mundial-2026 já correu bem melhor.
Nos Estados Unidos, México e Canadá, Ronaldo festejou por três vezes e bateu vários recordes, mas Portugal voltou a esbarrar na Espanha e nos oitavos de final (1-0).
