Recorde as incidências da partida
Na flash interview
Análise ao jogo: "São duas partes um pouco distintas. Uma grande primeira parte onde não deixámos o Vitória ter bola ou andar perto da nossa baliza. Chegámos aos golos com qualidade pela intensidade que metemos. Na segunda parte parte a energia cai e ficámos muito permissivos, macios, e em espaços curtos tivemos reações não tão fortes. É algo que temos de trabalhar, porque jamais queremos que a equipa baixe o ritmo ou venha mais para trás."
Estratégia: "O intuito era pressionar e condicionar ao máximo o Vitória, mas mérito do outro lado, que depois do 3-1 ganhou algum ânimo extra. Começámos a ficar meio abananados e a malta começou a entrar na desconfiança. Dores de crescimento, mas temos de crescer rapidamente. A ganhar 3-0, não podemos acabar o jogo com um 3-2 e alguma desconfiança. O Vitória acaba por não ter grandes lances. Muita bola bombeada, primeiras e segundas bolas, e temos de ser mais competitivos aí para conseguir ter mais clareza, algo que fomos perdendo ao longo do tempo. Mas de forma geral, temos de trabalhar e melhorar isso."
Rendimento após as substituições: "As substituições são feitas quando estamos a sofrer o 3-1. É coincidência. Tentamos sempre passar uma energia nova, uma intensidade nova. Umas vezes conseguimos, outras não. Mérito também do adversário algumas vezes. Mas temos de crescer muito nesse momento. Faz parte do processo coletivo por todas as mudanças que houve. A nossa qualidade não vai ser igual à da época passada nem relativamente àquela que tínhamos há dois anos. É perceber o que temos de fazer para melhorar enquanto jogadores e equipa técnica e não passarmos por esta desconfiança".
Apoio dos adeptos: "É importante. Quando o Sporting foi campeão, a energia era muito positiva, sentia-se um ambiente muito bom. E nestes momentos é importante os adeptos apoiarem, faz parte. Mas nós também temos de puxar por eles. Fizemos isso na 1.ª parte, mas também peço que apoiem quando não estamos tão bem. Mas a desconfiança é natural, até por tudo o que foi a 1.ª jornada. Acredito que no futuro sejamos melhores e que os adeptos estejam do nosso lado durante os 90 minutos".
Na sala de imprensa
Exibição de Flávio Gonçalves: "Em relação ao Flávio, é a naturalidade da qualidade dele, mérito dele de estar a crescer."
Análise à partida: "Em relação ao jogo, uma grande 1.ª parte onde não deixámos o Vitória sequer acreditar que poderia tirar pontos ao Sporting, e uma 2.ª onde deixámos acreditar. Mais do que a pressão alta, fomos perdendo energia nos encurtamentos ao portador da bola, muito passivos... Temos de ter muito mais intensidade. São dores de crescimento que vamos ter. Algumas mudanças, muitos jovens, perceber o que é o ADN Sporting. Temos de melhorar individual e coletivamente. Depois do 3-1 começou a haver alguma desconfiança e deixámos o adversário acreditar ainda mais. No segundo golo, uma perda de bola que não podemos ter, que acaba por ser um pouco mais individual, mas tirando isso faltou energia para sermos mais competitivos na segunda bola. Fomos passivos e não podemos sê-lo".
O que aconteceu da 1.ª para a 2.ª parte? "Acabei de dizer. Acabam por ser as dores das mudanças que tivemos, dos jogadores que temos. Uma 1.ª parte bastante exigente e uma 2.ª onde perdemos alguma energia. Não dá para mudar 10 jogadores, às vezes era bom... São dores que vamos ter, não há como fugir a isso. Temos é de perceber rapidamente onde melhorar ou minimizar isso, esta perda de energia que passa a uma desconfiança individual e coletiva. Importante é perceber que ganhámos e amanhã veremos o que podemos fazer melhor para continuarmos a crescer".
Empate na Reboleira e agora vitória sofrida: "Não é a melhor forma de começar pelo empate da 1.ª jornada, hoje ganhámos. Por mais difícil ou não... Dores que vamos ter? Muitas. Não vai ser tudo um mar de rosas. Vamos ter de crescer. Em relação à desconfiança, acredito que tenha sido também por aquilo que foi a 1.ª jornada. Percebam que a equipa jovem e nova que temos precisa de energia de fora para dentro. É importante e em alguns momentos ajuda muito. Que seja contínuo ao longo dos 95 minutos, tal como nós queremos ser mais consistentes."
Assobios a Luis Suárez: "Acreditam em tudo o que leem e deve estar relacionado com isso. Fez uma grande época, deu-nos muito e vai continuar a dar muito ao Sporting".
O que aconteceu da pré-época para os jogos oficias? "Não aconteceu nada. Simplesmente os jogos de pré-época não são comparáveis à exigência do campeonato. A pré-época passou boa energia, bons índices, e agora também continuam a passar. Mas agora a exigência é diferente, os adversários proporcionam coisas diferentes. Jogar com pressão, sem pressão... São dores que vamos ter e vão obrigar-nos a crescer rapidamente, a grandeza do clube obriga-nos a isso. Segundas partes? O Sporting não desiste, joga contra 11 jogadores e do outro lado também há mérito. Já respondi a isso três vezes..."
Há condições para Luis Suárez continuar no Sporting? "Já respondi a isso, para mim é um não-assunto. Ele não está nas melhores condições físicas para jogar os 90 minutos. É um grande jogador e vai continuar a ajudar o Sporting".
Espaço pelo meio, tanto com o Estrela como com o Vitória SC: "É natural que haja falta desse crescimento. Estou-me a rir porque se o meto à esquerda é porque é médio, se o meto a médio é porque não devia... O futebol é fantástico nesse sentido, é muito engraçado. Já disse o que o Doumbia nos dá numa posição e noutras. Tem de crescer? Tem. Jogava num sistema diferente, numa exigência diferente. Mas fez um bom jogo. Muito competitivo, dá-nos saída... O Zalazar também caiu bastante em termos físicos e deixámos de ser tão pressionantes. Mas mais do que isso é a passividade geral nos encurtamentos de espaços, mais nas individualidades. Se olharmos para os golos... O primeiro nem vi porque estava distraído a falar com quem ia entrar, mas o segundo é uma perda de bola nossa. Temos de melhorar nisso, perceber em que clube estamos e onde podemos errar".
Reação da equipa às substituições: "Frente ao Estrela sim, a malta que entrou não conseguiu acompanhar tão bem. Mas hoje não me parece. A equipa já estava a perder ali as referências e fomos entrando nesse jogo de desconfiança. Não teve a ver com as substituições, caso contrário nem as poderia fazer. Se mexer aos 60', é porque não devia ter mexido. Se não mexo, vem o 'estás à espera de quê para fazer as substituições?'. Isso é o futebol em si".
Necessidade de reforços: "Estamos felizes com o plantel que temos, a única coisa que pode entrar é um lateral-esquerdo por causa da saída do Mangas."
Lesão de Vagiannidis: "Ainda não perguntei a gravidade da lesão nem qual era, muito sinceramente. Espero que não seja grave...".
Golo de Altimira: "Na pré-época o Altimira já foi mostrando aqui ou ali que tem essa capacidade. Sabemos o que nos pode dar. Feliz por ele, está a crescer imenso de jogo para jogo."
Dupla Ioannidis-Luis Suárez: "Era tentar com que os dois, que são muito competitivos, tentassem... O Vitória estava a expor-se muito à pressão e nós não tivemos esse entendimento, que era preciso esticar o jogo. Fizemos demasiados passes para trás quando podíamos fazer para a frente. O Vitória passou o jogo com a linha defensiva muito alta e nós aproveitámos pouco. O Fotis já estava com algumas queixas desde o intervalo, mas queria que os dois batessem ali com os centrais e obrigassem o Vitória a baixar".
