Ir para o conteúdo principal

Rui Borges reage à contestação dos adeptos: "Mau era se não houvesse insatisfação, lido bem com isso"

Atualizado
Rui Borges, treinador do Sporting, no final do jogo com o Ac. Viseu
Rui Borges, treinador do Sporting, no final do jogo com o Ac. ViseuPATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP / AFP / Profimedia

Leia abaixo as declarações de Rui Borges, treinador do Sporting, depois da derrota por 1-2 diante do Académico de Viseu, no Estádio José Alvalade, em jogo da 9.ª jornada da Liga Portugal.

Recorde as incidências da partida

Na flash interview

Análise ao jogo: "Notou-se alguma intranquilidade em alguns momentos. Sofremos dois golos nos dois lances que o Académico tem na nossa baliza. Sofrer o primeiro golo deixou alguma intranquilidade e isso notou-se nas tomadas de decisão. Foram conseguindo travar as nossas situações de finalização. Não fomos capazes de chegar ao fim com um resultado a nosso favor."

Falta de maturidade da equipa? "É natural que a maturidade ou essa calma não existisse. Fazia parte do jogo. Estávamos num momento bom da nossa parte e fomos atrás do 2-1. O golo sofrido atira-nos a confiança abaixo e é natural que a equipa perca esses aspetos. Tentámos, corremos e tivemos muito jogo de corredor. Infelizmente, isso não chegou. Não posso apontar nada. Eles tentaram fazer o máximo. Tentaram chegar ao golo, criámos bastantes situações. É trabalhar e acreditar sempre. Não há outra coisa a fazer que não seja trabalhar."

Como se resolve a intranquilidade? "Não há outro remédio que não o trabalho diário."

Lenços brancos e contestação: "É natural. É a insatisfação dos adeptos. Temos de compreender e entender. Estamos num grande clube e a pressão é diária. Mal era se não houvesse insatisfação."

Crítica justa? "Não sei se é justa ou não. A insatisfação é natural e eu lido bem com isso."

Na sala de imprensa

O que podia ter sido diferente? "A intranquilidade, acima de tudo. Entrámos no jogo em que o Académico vinha defender e depois sair no contra-ataque. Sabíamos que era perigoso em bolas longas para ser vertical. Na única aproximação faz o 1-0 e deixa a equipa intranquila. Naturalmente, pelo jogos menos conseguido na Liga dos Campeões, porque no último jogo em casa empatámos no campeonato. Dois resultados que criaram desconfiança, intranquilidade nas tomadas de decisão no último terço. Equipa foi abusando nos corredores laterais, que era o que queríamos e tínhamos trabalhado. Sabíamos que em zonas centrais iam estar bastante fechados. Fomos tentando várias aproximações. Às vezes com mérito adversário em conseguir defender, outras com demérito nosso. Saímos penalizados. Depois o Académico na segunda parte faz o 2-1 na única aproximação. Mesmo assim não posso apontar falta de vontade à equipa, de ir à procura do 2-2. Infelizmente não conseguimos".

Após o LASK perguntaram-lhe se devia pedir desculpa aos adeptos. E agora? "A insatisfação é natural. São três jogos em Alvalade que não vencemos. A insatisfação faz parte."

Sporting a 9 pontos da liderança: "Estou aqui para falar do jogo. O jogo não foi muito bem conseguido. Não foi falta de energia. Foi por falta de capacidade de finalização apenas isso. Infelizmente estamos a 9 pontos, não queríamos estar. Não temos sido capazes de sair vitoriosos em alguns jogos. Uma equipa como o Sporting obviamente não está satisfeita por estar a 9 pontos do líder do campeonato".

Sente condições para continuar? "Estou focado no treino de amanhã porque tenho jogo na terça-feira. Insatisfação é natural, compreendo-a, mas lido bem com ela."

Ainda acredita no título? Vai colocar lugar à disposição? "Vou treinar amanhã às 11:30 porque há jogo na terça-feira. E acredito sempre. Por isso é que cheguei ao Sporting".

Subestimou o Académico de Viseu? "Claramente que não. Não foi esse o caso hoje. Alguma intranquilidade natural, compreensível. O que posso fazer é tentar passar ao máximo a tranquilidade, seja diariamente, seja no treino. É o que tentamos fazer. Com o desenrolar do jogo, golos que não estávamos à espera, resultados menos positivos em Alvalade, era natural que a intranquilidade fosse aparecendo e não nos deixasse tomar as melhores decisões".

Ainda se sente solução para o Sporting? "Volto a dizer. Estou focado no próximo jogo, em trabalhar. Foi isso que me trouxe ao Sporting. É nisso que me foco muito, trabalhar sempre. Vai haver fases boas, menos boas. Faz parte da vida de toda a gente".

Kaique e Ibrahima Ba titulares: "O Kaique manteve a titularidade por opção e o Ba foi opção técnica, só isso."

Leia a crónica do Flashscore

Escolha o Flashscore no GoogleVeja os nossos artigos mais vezes
AdicioneAdicionar no Google