Shakhtar une esforços para apoiar ginasta que perdeu uma perna num ataque com míssil

Uma bandeira do Shakhtar Donetsk e uma bandeira da Ucrânia
Uma bandeira do Shakhtar Donetsk e uma bandeira da UcrâniaČTK / imago sportfotodienst / Vitalii Kliuiev

A ginasta ucraniana Sasha Paska, de 10 anos, que perdeu uma perna num ataque com mísseis, vai atuar em várias partes do mundo para transmitir uma mensagem de esperança e resiliência. Esta iniciativa foi promovida pela fundação do proprietário do Shakhtar Donetsk, Rinat Akhmetov, e conta com o apoio oficial do clube para a digressão.

Paska pratica ginástica rítmica desde pequena, mas a sua vida mudou para sempre em 2022, quando perdeu uma perna na sequência de um ataque com mísseis russos na sua região natal de Odessa, na Ucrânia.

Depois de receber tratamento e passar por um processo de reabilitação, voltou a competir utilizando uma prótese e conquistou a medalha de ouro na prestigiada Carla's Rhythmic Cup no início deste ano, deslumbrando pela sua capacidade técnica e admirável resiliência. Além disso, foi distinguida com o reconhecimento estatal "Futuro da Ucrânia" pelo presidente Volodymyr Zelensky.

Agora, vai partilhar o seu talento com o mundo, atuando este verão em Paris (17 de julho), Nova Iorque (20 de julho), Rio de Janeiro (23 de julho), Nairobi (27 de julho) e Tóquio (31 de julho) na Dance Of Freedom Tour.

Dedicada ao 35.º aniversário da independência da Ucrânia, a digressão celebrará a sua coragem e talento, bem como a luta contínua do país pela liberdade, e contará com o apoio da fundação do proprietário do Shakhtar, Akhmetov, e do próprio clube.

"A digressão reflete o compromisso constante da Fundação Rinat Akhmetov com o apoio às pessoas na Ucrânia durante a guerra, incluindo crianças e famílias afetadas por lesões, deslocação e traumas", refere um comunicado. "Juntamente com o FC Shakhtar Donetsk, a Fundação utiliza o desporto, a narração de histórias e a visibilidade internacional para amplificar as vozes dos ucranianos cujas vidas foram transformadas pela guerra".

"A história de Oleksandra não é uma história de compaixão, mas sim de superação. Em cada atuação, transmite uma mensagem simples da Ucrânia para o mundo: mesmo perante a guerra, os sonhos das crianças podem sobreviver".

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