Recorde as incidências da partida

Os Estados Unidos entraram neste Mundial com grandes ambições, assumidas de forma clara, e, por isso, não se podiam permitir a um deslize na estreia. Do outro lado, o Paraguai, adversário experiente neste tipo de competição, prometia ser um obstáculo difícil de ultrapassar.
Sem complexos, a albirroja não demorou a projetar-se no meio-campo adversário. A resposta norte-americana surgiu na mesma moeda, deixando antever um jogo aberto. E o primeiro golo não tardou: Christian Pulisic ultrapassou dois defesas e, na sequência de um cruzamento de Weston McKennie, Damián Bobadilla acabou por trair o próprio guarda-redes e introduzir a bola na própria baliza (8’).
O lance foi suficiente para acentuar o ascendente dos Estados Unidos. As oportunidades começaram a surgir, nomeadamente num cabeceamento de Chris Richards, e o estádio voltou a exultar quando Folarin Balogun, servido em espaço curto, aumentou a vantagem. No entanto, o golo acabou por ser anulado por fora de jogo (28’).
Ainda assim, o segundo golo parecia inevitável e chegou apenas três minutos depois. Pulisic descobriu Balogun e o avançado não perdoou, fazendo o 2-0 aos 31 minutos.
Desta vez, o Paraguai acusou o golpe. McKennie esteve perto de ampliar a vantagem com um cabeceamento perigoso na sequência de um canto e, pouco depois, com um remate à queima-roupa, bem defendido por Orlando Gill. Os sul-americanos estavam sem reação e chegar ao intervalo com apenas dois golos de desvantagem parecia ser o mal menor. Mas Balogun tinha outros planos: antes do descanso, fintou a defesa e disparou para o ângulo, assinando o bis e o 3-0.
Paraguai desilude
Perante o que se tinha visto na primeira parte, era difícil acreditar que o Paraguai pudesse inverter a tendência no segundo tempo. Ainda houve um esboço de reação, com mais presença no meio-campo norte-americano e alguma vontade de discutir o jogo, mas a equipa sul-americana continuava a revelar enormes dificuldades defensivas, sempre à mercê do menor erro.
Depois de Pulisic, foi Sergiño Dest quem desequilibrou pela direita, com um dos seus cruzamentos a ficar perto de encontrar um destinatário para o quarto golo. O mesmo aconteceu pouco depois com Balogun, que voltou a criar perigo (63’).
Com a vantagem confortável, os Estados Unidos baixaram o ritmo e o jogo tornou-se mais monótono. Ainda assim, a defesa norte-americana falhou num lance aéreo e Julio Enciso aproveitou para servir Mauricio Magalhães, que bateu Matt Freese e reduziu para 3-1, relançando a partida aos 73 minutos.

Pelo menos, em teoria. Pouco depois, Malik Tillman desperdiçou um contra-ataque em que o golo parecia feito, prova de que o Paraguai continuava frágil e exposto. Timothy Weah também ficou perto de marcar, com um remate potente, mas o golo sofrido não alterou a fisionomia da partida. Os Estados Unidos conseguiram gerir o encontro como quiseram e ainda chegaram ao quarto golo, com Gio Reyna a fechar o triunfo com um soberbo remate de trivela para o ângulo.
O 4-1 final traduz a superioridade norte-americana e confirma uma estreia sem mácula para os Estados Unidos, que entraram da melhor forma na competição, muito ajudados por um Paraguai dececionante. É um caso a acompanhar, mas, para já, a seleção norte-americana mostrou estar à altura das suas ambições.
Melhor em campo Flashscore: Folarin Balogun
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 será realizado de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio contará com 48 seleções nacionais e será disputado em 16 estádios modernos.
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