O galês já tinha mostrado que se sente confortável sob pressão ao eliminar Judd Trump por 6-3 na meia-final de sábado, e confirmou isso ao superar um campeão do mundo por quatro vezes quando mais importava.
A final estava empatada 5-5 antes de Jones assumir o controlo, vencendo cinco dos últimos seis frames para erguer o Troféu Clive Everton e arrecadar o prémio máximo de 100.000 de libras.
Selby, que tinha vencido 27 das anteriores 39 finais de ranking, teve de contentar-se com o cheque de finalista no valor de 45.000 libras, vendo a sua qualidade nas fases decisivas ser anulada por um adversário que nunca vacilou.
Este resultado prolonga um início de época notável para o jogador de 33 anos de Cwmbran, que conquistou o seu primeiro título de ranking em julho na Championship League.
O triunfo faz com que suba do 31.º para o 22.º lugar no ranking mundial Johnstone's Paint e até ao terceiro posto na lista anual, uma subida impressionante para um jogador que passou tanto tempo nos arredores do top 32.
Jones foi um talento precoce, tendo vencido o Campeonato Europeu de sub-19 em 2010, mas o seu caminho até ao topo esteve longe de ser rápido. Precisou destes anos para desenvolver o seu jogo e o temperamento a par do talento, e a presença na final do Mundial do ano passado, perdida para Kyren Wilson, mostrou o quanto evoluiu.
Jones já não é apenas capaz de conseguir um grande resultado ocasional – é agora uma verdadeira ameaça em qualquer competição, e o panorama do snooker muda com isso.
