"Terei de controlar a emoção para me centrar no relvado. Vou sentir muita emoção para entrar num estádio de um Campeonato do Mundo, que seguramente estará cheio e onde haverá muitas expectativas", referiu, em declarações à FIFA
Frappart, uma das três mulheres nomeadas para o Mundial-2022, vai dirigir esta quinta-feira o encontro entre costa-riquenhos e alemães, da terceira e última jornada do Grupo E.
"Quando soube (da nomeação) a emoção foi enorme, não o esperava, estou muito orgulhosa de representar a França no Mundial", disse.
Frappart afiançou que o seu objetivo passa por "fazer um bom encontro".
"Tenho de me centrar no jogo, porque vou ter de tomar boas decisões. Fazes uma boa atuação quando te centras no objetivo essencial, o campo", afirmou.
Frappart, de 38 anos, já tinha sido quarta árbitra nos embates entre México e Polónia (0-0) e Portugal com o Gana (3-2) e assim vai somar novo marco histórico da sua carreira, por um lado, e da igualdade de género no futebol, por outro.
Árbitra internacional desde 2009, a francesa foi a primeira mulher a dirigir um jogo de competições europeias masculinas, na Supertaça Europeia de 2019, a primeira num jogo da Liga dos Campeões e do campeonato francês, e em 2021 apitou também um encontro da qualificação para o Mundial-2022, onde agora fará mais história.
A francesa é uma de três mulheres nomeadas para o torneio, e na quinta-feira terá a brasileira Neuza Back e a mexicana Karen Medina como fiscais de linha, com o hondurenho Said Martínez como quarto árbitro.
