Recorde as incidências do encontro
O apuramento estava confirmado e a partida desta noite servia apenas para decidir quem terminava o grupo I na frente e conseguia uma vantagem teórica rumo à fase a eliminar. Os selecionadores adotaram abordagens diferentes para esta partida e o risco de Solbakken, que podia ter sido mais calculado, cedo começou a parecer um verdadeiro tiro no pé.

One man show
Os benfiquistas Aursnes e Schjelderup foram titulares num onze que não contou com as principais referências norueguesas, entre elas Odegaard e, claro, Haaland. O aguardado duelo do jogador do Manchester City com Mbappé ficou pelo menos adiado e o avançado do Real Madrid começou desde cedo a mostrar que talvez o selecionador norueguês tivesse assumido um risco demasiado grande.
Selvik, estreante no Mundial, defendeu um remate forte de Mbappé contra a trave e adiou o primeiro golo da seleção francesa. O avançado do Real Madrid começou a ter um dia azarado e não demorou a perceber que, desta vez, não seria ele o protagonista.

Uma das incógnitas da seleção francesa tem passado pela utilização de Ousmane Dembélé. O Bola de Ouro é avançado no Paris SG, mas tem atuado à direita nos Blues. Até ao momento, ainda não tinha propriamente aparecido no Mundial, mas contra a Noruega só precisou de 32 minutos para escrever a história do jogo.
O guião começou de pé direito, aos 7 minutos, quando foi lançado por Mbappé e fez o que quis de Fredrik Bjorkan para o 0-1. O defesa do Bodo/Glimt vai ter pesadelos com o Bola de Ouro, depois de ver de perto o 0-2, desta vez de pé esquerdo, num remate em arco, sem hipóteses para Selvik. Tudo fácil.
A resposta imediata da Noruega, com assistência de Schjelderup e finalização de primeira de Aasgaard (21'), ainda deu entender que a Noruega podia discutir o resultado mesmo sem as principais figuras, mas Bjorkan voltou a assistir em posição privilegiada às simulações de Dembélé, que fez o segundo hat-trick mais rápido da história dos Mundiais com mais um remate de pé esquerdo.
Faltaram as forças no barco viking
As imagens icónicas da celebração do apuramento norueguês para a fase a eliminar vão ficar para a história do Mundial-2026, tal como ficarão aqueles 32 minutos de Dembélé, não só pelo impacto do Bola de Ouro, mas também porque a Noruega não conseguiu superar o golpe do avançado parisiense.
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Abalados mentalmente, os noruegueses tiveram uma oportunidade para reentrar no jogo, mas Strand Larsen mostrou o porquê de ser suplente de Haaland e desperdiçou uma grande penalidade conquistada com mestria por Oscar Bobb.

Do lado francês, apenas Mbappé mostrava ainda vontade de dilatar a vantagem. O avançado quer passar Messi e ser o melhor goleador do Mundial e foi por isso que Deschamps não o retirou, ao contrário do que fez com Dembélé e Olise, pois a história da partida já há muito estava contada. Oscar Bobb ainda tentou animar o lado norueguês, mas o barco viking, que afundou de vez com o golo de cabeça de Doué (90+4'), acabou mesmo a remar para o segundo lugar do grupo I e vai defrontar a Costa do Marfim na próxima ronda.

Neste regresso ao Mundial depois de 28 anos de ausência, acaba por ser um bom registo, até porque esta França é mesmo de outro nível.

Homem do jogo Flashscore: Ousmane Dembélé (França)
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.
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