A experiente californiana Lakey Peterson arrecadou o seu segundo título em Margaret River ao vencer a brasileira Luana Silva na competição feminina, subindo assim à partilha do 1.º lugar no ranking do circuito mundial de 2026.
As condições deste domingo apresentaram-se limpas, com ondas acima da cabeça e ideais para manobras de alto nível na poderosa bancada de recife, uma melhoria significativa face às ondas agitadas e vento onshore que marcaram o local durante grande parte da semana anterior.
"Nem consigo acreditar", afirmou Pittar, que cresceu a surfar recifes rasos em Vanuatu: "Os duelos que tive nesta prova, em cada bateria sentia: 'Não há hipótese (de ganhar) mas acabaram por oferecer-me ondas... é inacreditável. Não vencia uma prova desde os meus 15 anos!"
Pittar, que tinha sido eliminado do circuito principal nesta mesma etapa no ano passado, teve um percurso exigente até à sua primeira final do circuito mundial, enfrentando o campeão em título Yago Dora nos quartos de final e o medalha de ouro olímpico de Tóquio-2020, Italo Ferreira, numa meia-final renhida.
Pittar entrou melhor na final, conseguindo um 6,17 depois de Medina ter registado duas notas mais baixas.
O brasileiro reagiu com um 6,83 e assumiu a liderança, mas um erro pouco habitual abriu caminho ao australiano. Medina remou para uma onda e falhou, entregando a prioridade da próxima boa onda a Pittar, que aproveitou de imediato e destruiu uma direita sólida, conseguindo um quase perfeito 9 em 10.
Apesar de Medina não ter conseguido a vitória, subiu ao 1.º lugar do ranking e os brasileiros ocupam agora quatro das cinco primeiras posições do circuito masculino, o que augura mais um título para o país. Com exceção dos três títulos de John John Florence (Havai) em 2016, 2017 e 2024, os surfistas brasileiros venceram o campeonato mundial masculino todos os anos desde 2014.
Após um início cauteloso na competição feminina, Silva assumiu a liderança já perto do final frente a Peterson, ao somar uma série de manobras precisas para um 6,83 em 10 e um total de duas ondas de 11,83.
No entanto, com o tempo a esgotar-se, Peterson respondeu com um 6,40 e um total de 12,23, garantindo assim o seu segundo título no Margaret River Pro.
"É por isto que se compete, são estes os momentos. Adorei. Sabia que ela ia conseguir a nota e que eu teria menos de cinco minutos para tentar de novo", afirmou Peterson.
