Surf: Pittar conquista a sua primeira vitória no circuito mundial em Margaret River

George Pittar em ação em Abu Dhabi no início deste ano.
George Pittar em ação em Abu Dhabi no início deste ano.FRANCOIS NEL / GETTY IMAGES VIA AFP

O australiano George Pittar aproveitou um raro erro do tricampeão mundial Gabriel Medina na final para conquistar a sua primeira vitória numa etapa do circuito da Liga Mundial de Surf, no Margaret River Pro, na Austrália Ocidental, este domingo.

A experiente californiana Lakey Peterson arrecadou o seu segundo título em Margaret River ao vencer a brasileira Luana Silva na competição feminina, subindo assim à partilha do 1.º lugar no ranking do circuito mundial de 2026.

As condições deste domingo apresentaram-se limpas, com ondas acima da cabeça e ideais para manobras de alto nível na poderosa bancada de recife, uma melhoria significativa face às ondas agitadas e vento onshore que marcaram o local durante grande parte da semana anterior.

"Nem consigo acreditar", afirmou Pittar, que cresceu a surfar recifes rasos em Vanuatu: "Os duelos que tive nesta prova, em cada bateria sentia: 'Não há hipótese (de ganhar) mas acabaram por oferecer-me ondas... é inacreditável. Não vencia uma prova desde os meus 15 anos!"

Pittar, que tinha sido eliminado do circuito principal nesta mesma etapa no ano passado, teve um percurso exigente até à sua primeira final do circuito mundial, enfrentando o campeão em título Yago Dora nos quartos de final e o medalha de ouro olímpico de Tóquio-2020, Italo Ferreira, numa meia-final renhida.

Pittar entrou melhor na final, conseguindo um 6,17 depois de Medina ter registado duas notas mais baixas.

O brasileiro reagiu com um 6,83 e assumiu a liderança, mas um erro pouco habitual abriu caminho ao australiano. Medina remou para uma onda e falhou, entregando a prioridade da próxima boa onda a Pittar, que aproveitou de imediato e destruiu uma direita sólida, conseguindo um quase perfeito 9 em 10.

Apesar de Medina não ter conseguido a vitória, subiu ao 1.º lugar do ranking e os brasileiros ocupam agora quatro das cinco primeiras posições do circuito masculino, o que augura mais um título para o país. Com exceção dos três títulos de John John Florence (Havai) em 2016, 2017 e 2024, os surfistas brasileiros venceram o campeonato mundial masculino todos os anos desde 2014.

Após um início cauteloso na competição feminina, Silva assumiu a liderança já perto do final frente a Peterson, ao somar uma série de manobras precisas para um 6,83 em 10 e um total de duas ondas de 11,83.

No entanto, com o tempo a esgotar-se, Peterson respondeu com um 6,40 e um total de 12,23, garantindo assim o seu segundo título no Margaret River Pro.

"É por isto que se compete, são estes os momentos. Adorei. Sabia que ela ia conseguir a nota e que eu teria menos de cinco minutos para tentar de novo", afirmou Peterson.


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