“Foi emocionante (ouvir o hino). Já não acontecia há algum tempo. E conseguir levar a bandeira de Portugal ao topo da competição faz-me sempre sentir concretizada e fico muito feliz pelo resultado de hoje”, assumiu.
Ana Rita Oliveira sagrou-se campeã da categoria de +68 kg de kumite nos Jogos do Mediterrâneo, ao impor-se à montenegrina Jovana Damjanovic, por 4-3.
“Foi muito bom. Acho que ao longo de toda a competição me senti bastante confiante das minhas capacidades e todas as minhas habilidades e que dentro do tatâmi tinha tudo ao meu dispor para conseguir sair vitoriosa”, resumiu.
Para chegar à final, a karateca portuguesa derrotou a bósnia Stefani Kresic (4-0), a cipriota Theodosia Giamouki (1-0) e a kosovar Fortesa Orana (3-0).
“Senti-me sempre bastante apoiada pelos meus colegas de equipa, pelo meu treinador e por toda a Equipa Portugal. E isso fez com que conseguisse sair por cima desta competição”, defendeu.
Na véspera, o seu marido Joaquim Mendes tinha antecipado, depois de perder nos quartos da categoria -67kg, que a Missão portuguesa podia esperar “um bom resultado” de Ana Rita Oliveira, sempre capaz de superar-se e surpreender.
“Se há alguém que acredita mais em mim do que eu própria é o Quim. Devo muito daquilo que eu sou hoje, a maioria daquilo que eu sou hoje a ele, a todo o apoio dele e da minha família, como é óbvio. Por isso sim, acho que ele tinha toda a razão, como muitas vezes tem”, disse com um sorriso.
A vitória da mulher deixou Joaquim Mendes em lágrimas, o que levou a nova campeã mediterrânica a comentar: “sempre que estamos rodeados daqueles que nos querem bem e que nos fazem bem e que acreditam mais em nós do que nós próprios, tem tudo para correr bem”.
“Foi exatamente isso que aconteceu agora, ter o Quim ao meu lado e o Estêvão como treinador, simplesmente criou o ambiente perfeito para eu conseguir chegar ao pódio, ao lugar mais alto do pódio”, concluiu.
Ana Rita Oliveira conquistou o 14.º ouro para Portugal em Taranto-2026, com a Missão portuguesa a duplicar o número de títulos alcançados há quatro anos em Oran, na Argélia.
