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Taranto-2026: Veterano João Monteiro só vai parar quando deixar de ser competitivo

João Monteiro em ação
João Monteiro em açãoFPTM

João Monteiro só vai parar quando sentir que já não está ao lado dos melhores jogadores, com o mesatenista português a lembrar que a idade é apenas um número e a sonhar com uma medalha em Taranto-2026.

“Aquilo que me faz levantar todos os dias com grande motivação e sempre com muita alegria de ir treinar é sentir que, quando vou a cada competição, ainda consigo competir contra os melhores jogadores europeus e mundiais. Quando um dia sentir que o meu nível já não consegue estar ao lado dos melhores, obviamente, sendo muito competitivo, irei colocar um ponto final na minha carreira”, antecipou.

A um dia de completar 43 anos, João Monteiro é um exemplo de longevidade no desporto de alto rendimento em Portugal e, em declarações à agência Lusa, vinca que “a idade não passa de um número”.

“Sinto-me como um jovem de 30 anos, portanto, para mim a minha idade é apenas um número e o que conta é aquilo que eu sinto e a forma como eu me sinto, e a realidade é que eu me sinto bastante bem”, garantiu.

Com o seu corpo a ajudá-lo e o seu “grande amor” pela modalidade a inspirá-lo, o mesatenista continua a tentar evoluir e a “conseguir mais bons resultados para Portugal”, um objetivo que trouxe para Taranto-2026.

“As expectativas, como em todas as provas em que participo e represento Portugal, é sempre dar o melhor de mim, dar o máximo e tentar, obviamente, fazer a melhor classificação possível. E espero estar na máxima força no domingo para começar bem a prova”, declarou.

Após ter conquistado, juntamente com a equipa masculina, a prata em Oran-2022, o mesatenista luso não baixou a fasquia para estes Jogos do Mediterrâneo, nos quais vai participar no torneio de singulares.

“Qualquer atleta de alta competição, quando vai para uma grande prova, sonha sempre com a subida ao pódio e, consequentemente, atingir uma medalha. Agora, o caminho é longo, há muitos jogos até lá, e o importante é eu estar bem no início da prova, ao melhor nível, para depois ir queimando etapas e, quem sabe, poder novamente subir ao pódio”, referiu.

A participar pela segunda vez em Jogos do Mediterrâneo, Monteiro vê o evento como “uns pequenos Jogos Olímpicos”.

“Já na primeira vez que participámos, que foi há quatro anos, eu senti isso. Eu, como já participei em quatro Jogos Olímpicos, esta coisa da Aldeia Olímpica e de ter uma competição que alberga várias modalidades ao mesmo tempo dá-nos a sensação um pouco de uns Jogos Olímpicos. Portanto, é uma prova bastante importante”, defendeu.

Para o medalhado em Oran-2022, esta edição dos Jogos do Mediterrâneo, que decorre na cidade italiana de Taranto entre 21 de agosto e 03 de setembro, será uma “boa prova” para ver como está “em termos de nível” a meio do ciclo olímpico de Los Angeles-2028.

“Ainda faltam dois anos para Los Angeles. Sigo trabalhando sempre no máximo. O meu objetivo é sempre estar entre os melhores da Europa e do Mundo e, se eu conseguir isso, obviamente, tenho muito mais probabilidades de poder estar em Los Angeles”, avaliou.