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Coco Gauff denuncia abuso racista: "Está a deixar-me exausta"

Gauff criticou duramente os abusos que recebeu após o Open da China
Gauff criticou duramente os abusos que recebeu após o Open da ChinaREUTERS / Maxim Shemetov

Coco Gauff disse que os abusos racistas na internet a deixaram exausta, depois de ter sido eliminada do Open da China na sequência da derrota frente a Elise Mertens, na quarta-feira.

A norte-americana, número quatro do mundo e negra, teve uma prestação invulgarmente apagada em Pequim. Cometeu oito duplas faltas e perdeu por 6-3, 6-3 frente à sua adversária belga.

Gauff, de 22 anos, jogou um dia depois de denunciar a quantidade "absurda" de abusos que tinha recebido na internet após a vitória sobre a adolescente chinesa Sun Xinran na ronda anterior.

"Foi algo exaustivo. Não vou mentir", disse Gauff sobre o impacto dos comentários na internet.

"Mas desligo o telemóvel e sigo em frente. Não há nada a fazer".

Questionada sobre o encontro, disse: "Acho que simplesmente não joguei bem. Acho que não me movimentei bem. Houve muitas coisas que não fiz bem. Acho que Elise jogou bem os pontos importantes".

Durante o encontro anterior em Pequim, frente a Sun, Gauff pediu a revisão em vídeo de umas luzes LED intermitentes nos painéis publicitários do estádio.

A decisão provocou alguns assobios do público. O árbitro de cadeira aceitou repetir o ponto e Gauff acabou por vencer por 7-5, 6-1.

Na manhã de terça-feira, Gauff escreveu no X: "Olá a todos, podem não gostar de mim ou discordar do que aconteceu sem serem racistas".

Respondia a uma publicação que continha um insulto racista. "A quantidade de comentários e mensagens racistas que recebi nas últimas horas é absurda", escreveu.

Gauff esclareceu também que pediu a revisão do ponto antes de Sun devolver a bola, quando viu as luzes a piscar pela segunda vez.

Nem a Associação de Ténis Feminino, organismo que rege a modalidade a nível mundial, nem o Open da China responderam de imediato aos pedidos de comentário da AFP.

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