Badosa classificou o grego como "tóxico" e revelou que a difícil separação teve impacto dentro do court.
"Já passei por muitas separações na minha vida, aceito-as e sei que as coisas são como são. Mas quando há coisas tóxicas à volta, tudo se torna muito mais complicado do que uma separação normal", afirmou.
"Pode-se manter uma boa relação com um ex porque são pessoas normais e relações normais. Mas quando não é assim... não preciso de explicar mais nada. Vocês podem ver todos os dias que a outra pessoa torna tudo mais difícil", atirou a espanhola.

Paula Badosa contou ainda que esteve muito perto de abandonar o ténis logo após se ter lesionado novamente durante o WTA 1000 de Madrid, em abril.
"Depois de Madrid tive de parar, mentalmente era demasiado para mim. Não conseguia encontrar uma forma de ver a luz ao fundo do túnel, mas fiz tudo o que estava ao meu alcance. Há um ano era top 10, e ver onde estou agora não é fácil. Esse é o lado profissional. No lado pessoal, o processo também não foi simples para limpar muitas coisas na minha vida", explicou.

"Finalmente, já estou há alguns meses num bom ambiente, mas superar as coisas tóxicas à minha volta não foi fácil. No entanto, é algo por que se tem de passar enquanto mulher, e sinto-me forte novamente", acrescentou, referindo-se mais uma vez à separação de Tsitsipas.
"Agora quero ver as manchetes de amanhã: 'Paula critica Tsitsipas'", disse a espanhola ao sair da sala de imprensa, rindo com os jornalistas. "Bem, ele merece!", concluiu.
Emoção após vencer Gauff
Badosa deu a voltar para derrotar a norte-americana Coco Gauff, com parciais de 1-6, 6-3 e 6-2, num grande encontro de ténis na segunda ronda do torneio sobre relva alemã.
A antiga número dois mundial não conseguiu conter as lágrimas na entrevista em court, recordando que foi precisamente em Berlim, há um ano, que sofreu uma grave lesão nas costas que praticamente pôs fim à sua época.
"A Gauff jogou como nunca e estou muito feliz por ter conseguido vencer desta forma", comentou.
Questionada pelo Flashscore se este triunfo convincente frente a Gauff poderia ser um ponto de viragem, a espanhola preferiu ser cautelosa: "Voltar ao topo é o objetivo, mas ainda está longe. É passo a passo. Venho de uma derrota muito dura, tenho de ser honesta. Mas sei que o nível de jogo esteve sempre lá. O nível nunca desapareceu", admitiu Badosa.
"É apenas uma questão de juntar as peças e manter-se forte mentalmente. Tenho treinado muito bem ultimamente e enfrentado estas grandes jogadoras. É uma questão de encaixar e acreditar em momentos concretos, como fiz hoje. Se mantiver este nível, as coisas vão acontecer. É por isso que volto sempre: porque continuo a acreditar que há uma oportunidade de estar onde quero estar", confessou.
