Ténis: ITF mantém a suspensão da Bielorrússia na Taça Davis e na BJK Cup

A bielorrussa Aryna Sabalenka é a 1.ª do ranking mundial feminino
A bielorrussa Aryna Sabalenka é a 1.ª do ranking mundial feminino REUTERS/Claudia Greco

A Federação Internacional de Ténis (ITF) afirmou esta sexta-feira que a decisão do Comité Olímpico Internacional (COI) de levantar as suas restrições aos atletas bielorrussos não altera "em nada" a sua política atual relativamente à Bielorrússia, que continua impedida de participar na Taça Davis e na BJK Cup.

Num comunicado enviado à AFP, o organismo que dirige o ténis mundial recordou que "as suspensões das federações de ténis da Bielorrússia e da Rússia mantêm-se em vigor".

"A Federação Internacional de Ténis confirma que o anúncio do COI não altera em nada a sua posição atual relativamente às suspensões das federações de ténis da Bielorrússia e da Rússia, que continuam em vigor", escreveu a ITF.

A Bielorrússia foi sancionada por ter permitido que o exército russo utilizasse o seu território para invadir a Ucrânia.

As restrições relativas aos atletas russos continuam a ser mantidas pelo COI.

A entidade esclarece, no entanto, que "o estatuto de adesão da Federação Bielorrussa de Ténis será analisado na assembleia geral anual da ITF em outubro pelas nações membros com direito a voto, de acordo com o procedimento estatutário".

A ITF supervisiona, entre outras, as principais competições de seleções nacionais, como a Taça Davis e a Billie Jean King Cup. Organiza também as provas olímpicas de ténis em articulação com o COI, bem como os circuitos de juniores, veteranos e cadeira de rodas.

A participação dos jogadores russos e bielorrussos no circuito profissional depende das decisões tomadas separadamente pela ATP, pela WTA e pelos organizadores de cada torneio do Grand Slam, que mantêm os seus próprios regulamentos em matéria de elegibilidade e representação nacional.

A bielorrussa Aryna Sabalenka, 1.ª do ranking mundial feminino, manifestou na quinta-feira a esperança de recuperar "(a sua) bandeira" após a decisão do COI favorável ao seu país.

"Para mim, representar um país tão pequeno, e todo o trabalho que tive de fazer para chegar ao topo, é incrível. Ter conseguido chegar até aqui significa imenso para mim. Ficaria extremamente orgulhosa por representar a Bielorrússia", sublinhou a finalista do último Open da Austrália.