Recorde as incidências do encontro
“Já conhecia um bocado a qualidade do Orlando, mas nunca tinha jogado contra ele, obviamente que tinha a pressão toda do meu lado. A obrigação de jogar e ganhar era minha. Sabia que, se tivesse um bom jogo, tinha grandes hipóteses. Ele até foi capaz de ser o melhor jogador em campo, mas de certa maneira eu estava mais preparado para o encontro e para jogadas mais longas, que não aconteceram muito”, avançou o maiato.
Perante um especialista em pares, o número um nacional e 48.º do mundo comprovou o favoritismo com um triunfo sobre Orlando Luz (1.072.º ATP), por duplo 6-3, em uma hora e 18 minutos, qualificando-se pela terceira vez em quatro tentativas para a segunda ronda do único torneio português no circuito ATP.
“Ele conseguiu dificultar-me muito a tarefa desde o início. O serviço ajudou-me a manter sempre bem posicionado e passar um bocado a batata quente para ele, mas foi muito desafiante. Já estava à espera de um desafio grande para o meu lado e achei que, da maneira que como estava a jogar, mereceu vencer as duas rondas do ‘qualifying’. Julgo que ele aguentou bem, mas estou muito feliz por ganhar”, acrescentou Borges.
Apesar de reconhecer que esta é “uma semana sempre muito stressante”, Nuno Borges defendeu que, se jogar bem, tem “grandes hipóteses” de chegar longe no Clube de Ténis do Estoril, onde terá como próximo adversário o vencedor do encontro entre o suíço Stan Wawrinka e o argentino Roman Burruchaga.
“Acho que é importante nesta semana não estar a pensar demasiado. Preciso de estar fresco de cabeça para, depois, em campo, resolver os problemas. Esta semana não é para ser bonita, é para arranjar maneira de ganhar”, frisou o tenista português.
