O jornal inglês The Guardian informou esta segunda-feira que as negociações para a fusão, que unificaria os direitos comerciais e de mídia das duas entidades, fracassaram devido a divergências sobre a divisão das receitas. A WTA optou por abandonar o acordo, que parecia próximo de um desfecho no ano passado.
A atual presidente da WTA, Valerie Camillo, não teria ficado satisfeita com os termos aceitos por seu antecessor, Steve Simon, que deixou o cargo no fim do ano passado. Embora o CEO da ATP, Eno Pollo, tenha declarado em janeiro que as partes estavam "muito perto de um acordo", o otimismo não se concretizou.

Com uma receita anual de 142 milhões de dólares em 2024 — contra 294 milhões da ATP —, a WTA teoricamente beneficiaria da união de recursos a longo prazo, mas rejeitou a proposta final.
Cortes de gastos na WTA
Diante do colapso das negociações, a WTA enfrenta a perspectiva de fazer cortes significativos no seu orçamento operacional e já começou a reduzir despesas, enviando menos funcionários para grandes eventos, como o torneio de Wimbledon.
Embora os prémios das tenistas não tenham sido afetados até ao momento, há uma crescente preocupação nos bastidores de que os valores dos torneios possam ser congelados ou reduzidos no futuro. Esse temor aumentou após a WTA decidir, este mês, encerrar o contrato de três anos com a Arábia Saudita um ano antes do previsto. Com isso, o WTA Finals deste ano não será em Riade, mas sim em Indian Wells, na Califórnia.
Divergência em duplas
Apesar da pressão financeira, a WTA garantiu que não pretende seguir a ATP no plano de cortes drásticos no circuito de duplas.
De acordo com uma proposta discutida com os tenistas masculinos na semana passada, a ATP planeia:
- Reduzir as chaves de duplas nos torneios Masters 1000 pela metade (para apenas 16 parcerias).
- Limitar a apenas 8 parcerias as chaves em torneios menores.
- Reduzir a fatia de prémios destinada aos duplistas de 20% para 10%.
A WTA, por sua vez, manterá o formato atual das suas competições de duplas inalterado, acrescentou o Guardian.
