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No court, Alexander Zverev mostrou-se ainda "super, super feliz". Mas, nos bastidores da Caja Mágica de Madrid, surgiu rapidamente a inevitável pergunta sobre o adversário da final.
Já tinha algum plano para o encontro de domingo frente a Jannik Sinner? "Não", respondeu Zverev de forma irónica à Sky, "vê-se bem, já que perdi oito vezes seguidas."
Ultrapassou o obstáculo das meias-finais com um convincente 6-2 e 7-5 frente ao belga Alexander Blockx, depois de cinco tentativas falhadas este ano. No entanto, Zverev só ficará verdadeiramente satisfeito se conseguir vencer o quase imbatível dominador do Tirol do Sul. A série de derrotas frente a Sinner está a afetá-lo.
Só esta época, o italiano foi demasiado forte em três meias-finais: em Indian Wells, Miami e também na terra batida de Monte Carlo, Zverev perdeu de forma clara. No quarto torneio da prestigiada série Masters, espera conseguir finalmente o feito. Mas como?
Sinner mostra respeito por Zverev
"Tenho de jogar melhor do que em Monte Carlo, joguei terrivelmente mal lá", disse Zverev de forma descontraída, acrescentando: "Sinto-me bem, melhor do que em Monte Carlo." Perdeu por 1-6, 4-6 na sua residência adotiva, mas poucas semanas depois sente-se capaz de desafiar Sinner. "Estou satisfeito com o meu nível", afirmou.
O mesmo se aplica a Sinner, que na meia-final não deu hipóteses ao francês em grande forma Arthur Fils, vencendo por 6-2 e 6-4. Os papéis estão bem definidos: Zverev (29) é o desafiante, Sinner (24) o favorito. O número um mundial venceu 12 sets consecutivos frente ao alemão, mas não espera uma tarefa fácil.
"O Sascha já ganhou aqui duas vezes, as condições favorecem-no", disse Sinner. Zverev tem "o jogo perfeito para ser bem-sucedido aqui", analisou, "o serviço é fundamental neste torneio e ele é um dos melhores servidores do mundo."

Desejo pelo título aumenta
O court apelidado de Caixa Mágica, em Madrid, situa-se a quase 700 metros de altitude, algo que já beneficiou Zverev no passado. Em 2018 e 2021 conquistou ali um dos títulos mais importantes em terra batida.
Um novo triunfo não seria apenas o primeiro título em mais de 12 meses, mas também a confirmação de que, nesta primavera, pode finalmente alcançar o tão desejado triunfo num Grand Slam.

Roland Garros (a partir de 24 de maio) aproxima-se – e com ele talvez a melhor oportunidade de Zverev conquistar um título num dos quatro Majors. A forma está a subir, a postura mais ofensiva está a resultar. Só falta mesmo um plano para travar Sinner, que está prestes a alcançar algo inédito. Nenhum tenista venceu cinco torneios Masters consecutivos.
