Recorde as incidências da partida
“Hoje, foi um encontro mentalmente duro. Percebi que ele estava um bocadinho ‘à rasca’ da perna ou de alguma coisa, que eu não estava a perceber bem o que era, e não estava a conseguir soltar-me da maneira que queria”, começou por analisar o número um nacional, em declarações à Federação Portuguesa de Ténis.
Nos quartos de final do torneio espanhol de relva, o maiato, de 29 anos, derrotou o 16.º jogador mundial, por 7-6 (7-1) e 6-4, em uma hora e 36 minutos, num encontro decidido por um único ponto de break, convertido pelo português no derradeiro jogo do segundo set.
“Sabia que tinha boas hipóteses contra ele e que, se conseguisse jogar bem, conseguia causar bastantes estragos. Felizmente, consegui manter os meus jogos de serviço e jogar bem nos momentos decisivos, principalmente nos meus jogos de serviço”, destacou.
Este foi o terceiro encontro entre Borges e Darderi, com o português a vencer pela terceira vez, depois dos triunfos no challenger de Barletta, em 2022, e em Auckland, em 2025.
“Acho que, no geral, servi bastante bem, o que ajuda sempre a dar outro conforto nesta superfície. Tive que tentar aguentar e manter a postura até ao fim. Principalmente nos jogos de resposta, não estava a conseguir fazer o que queria, mas estou muito contente com o desfecho”, acrescentou.
Nuno Borges, 53.º classificado do ranking ATP, confessou-se “muito, muito contente” por ir disputar a meia-final do torneio de Maiorca, a terceira da carreira e a primeira em relva, a poucos dias do arranque de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada e único disputado nesta superfície.
“São pontos muito importantes para mim. E, claro, dá-me sempre muita confiança poder ganhar jogos a este nível”, pontuou, mostrando-se pronto para “atacar” na sexta-feira “um novo desafio” frente ao norte-americano Ethan Quinn (63.º).
