Berrettini, antigo número seis mundial, tem enfrentado vários problemas físicos e falhou oito dos 18 Grand Slams desde que foi finalista vencido por Novak Djokovic em Wimbledon há cinco anos.
No sábado, o italiano saiu vitorioso de uma dura batalha de cinco horas frente ao argentino Comesaña, triunfando por 7-6(3), 5-7, 6-7(4), 6-4, 7-6(13).
"Sei o que é preciso para chegar longe num Grand Slam, mas ao mesmo tempo, também é verdade que já não chego longe num Grand Slam há muito tempo", afirmou Berrettini aos jornalistas após a vitória.
"Ao entrar no torneio, não tinha a confiança que tinha há uns anos, mas ao mesmo tempo sinto que fui construindo essa confiança".
"Estou nos oitavos de final, segunda semana em Paris, o que significa que posso ir longe. Estou a jogar bem. Hoje foi, na minha opinião, um encontro de alto nível. As minhas armas estão a funcionar, fisicamente estou bem, e espero que continue assim."
Após o encontro, Berrettini pareceu conter as lágrimas ao acenar ao público no Court Simonne Mathieu.
"Acho que duvidei demasiado de mim próprio nos últimos meses e anos", disse o jogador de 30 anos.
"Apesar de ter tido um apoio incrível da minha família, dos meus amigos, da minha equipa, e de todos me dizerem que ainda tinha capacidade. Por vezes, tenho de confessar que pensei que não conseguiria voltar, que não conseguiria sentir-me bem no court novamente".
"Foi por isso que fiquei emocionado, porque provei a mim próprio mais uma vez que consigo fazer isto, consigo fazê-lo bem, consigo lutar, consigo desfrutar do meu tempo em campo".
Berrettini vai agora defrontar outro argentino, Juan Manuel Cerundolo, que eliminou o número um mundial Jannik Sinner na segunda ronda.
