Roland Garros: Jódar dá a volta frente a um Carreño limitado e mantém sonho vivo (3-2)

Jódar celebra a vitória
Jódar celebra a vitóriaREUTERS/Stephanie Lecocq

Rafa Jódar fez valer a sua qualidade e irreverência frente ao seu compatriota Pablo Carreño nos oitavos de final de Roland Garros, estando agora a apenas três vitórias de conquistar o seu primeiro Grand Slam.

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Nesta sexta-feira ficou confirmado que pelo menos um espanhol estaria nos quartos de final de Roland Garros: o madrileno cumpriu a sua missão frente ao jovem norte-americano Alex Michelsen e o asturiano superou o combativo argentino Agustín Tirante. Estava lançado um duelo nacional, com duas gerações a lutar por um prémio de peso. Motivos mais do que suficientes para acompanhar este encontro de uma edição imprevisível e cheia de surpresas, que já deixou pelo caminho nomes como Jannik Sinner ou Coco Gauff.

Entrada convincente de um Jódar determinado a continuar a impressionar em Paris: o 3-0 foi um passo em frente, uma declaração de intenções e uma mensagem clara ao seu adversário. No entanto, já sentiu dificuldades para chegar ao 4-1, salvando até três pontos de break, e depois teve hipótese de fazer o 5-1 na resposta. Incapaz de aproveitar essa oportunidade de ouro, acabou por lamentar o despertar de um Carreño que virou o primeiro set (4-6).

Esse momento positivo permitiu-lhe somar nove jogos consecutivos, colocando-se assim a vencer por 0-4 no segundo set. Depois surgiu a reação do número 29 do mundo, que precisava de um novo break que nunca chegou (4-6). A sua força mental estava a ser posta à prova diante de um adversário em crescendo, a jogar a um nível extraordinário, cheio de moral e confiança, e a apresentar um vasto leque de pancadas.

Estatísticas da partida
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Mas o promissor adolescente regressou ao court como se nada tivesse acontecido, com a cabeça fria, e começou gradualmente a encurtar distâncias perante um tenista que, além disso, começava a sentir dores no ombro direito. Em apenas meia hora fez o 6-1, praticamente o mesmo tempo que precisou para assinar um parcial de 6-2 e empatar o encontro na Suzanne Lenglen, onde contava com o apoio de um público rendido.

A eficácia de Pablo com o seu reverso caiu a pique, um fator determinante para perceber esta reviravolta, para lá das limitações físicas do jogador de Gijón. No quinto set, algo condicionado por algumas gotas de chuva, o jogador da capital voltou a mostrar-se pelo menos dois níveis acima do seu adversário. Teve de lutar mais do que esperava para fechar o triunfo, mas acabou por confirmar a vitória à quinta bola de encontro.

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