Num encontro com honras de sessão noturna, o 27.º jogador do ranking impôs-se a João Fonseca, de 19 anos, com os parciais de 6-4, 6-3 e 7-6 (7-3), em duas horas e 44 minutos, sob o olhar atento de Gustavo Kuerten, o único brasileiro a conquistar Roland Garros (em 1997, 2000 e 2001).
Esperava-se muito do brasileiro (30.º), uma das novas coqueluches do ténis e carrasco de Novak Djokovic na terceira ronda, mas foi o menos badalado Mensik a avançar para as semifinais – antes, o tenista de 20 anos nunca tinha ido além da quarta ronda em majors.
“Foi uma das minhas melhores performances até ao momento, foi muito duro manter-me focado até ao final”, resumiu o checo, que nas meias-finais vai defrontar Alexander Zverev.
Frente ao promissor Rafael Jódar, o mais cotado tenista ainda em prova no quadro masculino não vacilou, recuperando mesmo de uma desvantagem de 5-2 no primeiro set, para vencer por 7-6 (7-3), 6-1 e 6-3, em duas horas e 25 minutos, e avançar pela quinta vez para as meias-finais na catedral da terra batida.
“Na verdade, não me importa”, declarou ainda no court o alemão de 29 anos, sempre demasiado sério nas suas intervenções.
Embora se tenha em tão boa conta, o número três mundial ainda procura ganhar o seu primeiro major, tendo hoje igualado Carlos Alcaraz como terceiro jogador que mais encontros ganhou em Grand Slams desde 2020 – no entanto, o espanhol de 23 anos tem já sete títulos nestes torneios.
Também hoje foi feita história no quadro feminino, com Marta Kostyuk a tornar-se na primeira tenista ucraniana a alcançar as meias-finais na terra batida parisiense na Era Open, com uma vitória em três sets sobre a experiente compatriota Elina Svitolina.
Aos 23 anos, a 15.ª jogadora mundial vai estrear-se nas meias de um Grand Slam, após ter derrotado a sétima pré-designada, por 6-3, 2-6 e 6-2, em uma hora e 48 minutos.
"Primeiro, quero começar pelo encontro histórico que joguei hoje com a Elina. Tivemos novamente uma noite muito difícil na Ucrânia, especialmente em Kiev, morreu tanta gente. E quero dedicar este encontro ao povo ucraniano, pela sua resiliência”, declarou ainda no court.
Kostyuk deixou umas bonitas palavras para a sua compatriota de 31 anos, que é a tenista que mais vezes esteve nos quartos de final de um mesmo Grand Slam (seis) sem alcançar as meias-finais, superando Helena Sukova, em Wimbledon, e o espanhol Tommy Robredo, em Paris, ambos com cinco.
“Quero enaltecer a Elina e seu incrível impacto no ténis ucraniano, nos ucranianos e em mim. Ela é uma lutadora incrível e estou muito feliz por estar nas meias, mas quero agradecer-lhe por este encontro fantástico”, destacou.
Imbatível esta temporada no pó de tijolo, após ter recuperado de uma lesão nos ligamentos do tornozelo esquerdo sofrida no Open da Austrália, a ucraniana vai reencontrar-se com a russa Mirra Andreeva, que derrotou na final de Madrid e no outro encontro que as duas disputaram anteriormente, sem perder qualquer set.
Aos 19 anos, a oitava tenista mundial é já a teenager que mais encontros ganhou na catedral da terra batida neste século, com 16 triunfos, fazendo melhor do que a norte-americana Coco Gauff, a campeã em título já eliminada.
Num dia em que as temperaturas elevadas deram lugar à chuva, Andreeva impôs-se a Sorana Cirstea (18.º), de regresso aos quartos de final de Roland Garros 17 anos depois, por expressivos 6-0 e 6-3, tornando-se na sexta mais jovem jogadora na Era Open a atingir duas semifinais no torneio parisiense.
“Adoro a Mirra e a sua equipa, é uma rapariga maravilhosa, uma bênção para a modalidade. Doce, mas divertida ao mesmo tempo, com uma grande personalidade. Adorava que ganhasse o torneio”, reconheceu a experiente romena de 36 anos.
