- Último jogo em Grand Slam, derrotado por Learner Tien (6-3, 6-4, 6-3), o que sente?
- Foi um ambiente incrível, uma energia louca no court. Queria ficar um pouco mais, mas dei mesmo tudo, acho até que fui além do que podia. O Learner Tien esteve mesmo muito forte esta noite. Tiro-lhe o chapéu.
- Ouvimo-lo dizer junto ao court, por vezes, "estou com dores, quero mas o meu corpo já não consegue". É pela recuperação do jogo da primeira ronda ou por outra razão?
- É só porque estava muito menos eficaz. É isso que é difícil de gerir. Quando digo "estou com dores", eles (os seus próximos no box) sabem o que isso significa. Não é que tenha uma lesão, mas simplesmente fazes um rally, sentes que recuperas um pouco pior, mexes menos as pernas, centras menos a bola, estás menos atrás da bola. Tens menos opções. É difícil porque a tua cabeça vê as coisas e dizes para ti próprio "olha, vou fazer isto". Na troca de bolas, queres mudar o ritmo, usar a potência, mas percebes que é mais difícil de concretizar.
- Qual será o seu programa até ao último torneio em novembro?
- Vou disputar o torneio de Lyon, talvez o torneio de Viena e, em princípio, talvez também La Défense-Arena (Masters 1000 de Paris). E depois vou fazer uma pequena pausa (sorrisos).
- Pode falar sobre a sua futura carreira?
- O próximo capítulo será na área financeira. Vou ser gestor de fortunas numa empresa na Suíça chamada Alphaswiss. Vou começar lá para o ano. É algo que me apaixona, que faço, entre aspas, há já bastantes anos. Fiz estágios sempre que pude. Quero manter-me ativo. Além disso, a minha filha vai entrar na escola, precisa de um pai ativo.
