"Para ser sincero, já estava à espera", afirmou o número 53 do mundo, da Grécia, no US Open, depois de derrotar o francês, 10.º cabeça de série, Arthur Fils em quatro sets na ronda inaugural.
O antigo finalista de Wimbledon Kyrgios foi suspenso provisoriamente e, no mês passado, admitiu ter cometido "um grande erro" após falhar um teste de cocaína.
O australiano de 31 anos, que praticamente não tem jogado ténis de singulares nos últimos anos, pediu desculpa e afirmou que as lesões tiveram "um enorme impacto em mim, tanto física como mentalmente".
Depois de vencer Fils 4-6, 7-6 (3), 6-1, 6-4 em Nova Iorque, Tsitsipas – que chegou a jogar pares com Kyrgios, mas sempre teve uma relação turbulenta com ele – foi questionado sobre o teste positivo a drogas.
"Não vou tentar encobrir alguém sobre quem sei a verdade. Considero-me uma boa pessoa com todos, mas estes foram comportamentos que ouvi pessoalmente no circuito e ouvi outras pessoas, nesse mesmo ambiente, dizerem-me esse tipo de coisas. Mais uma vez, quando vi, pensei: Bem, era praticamente esperado, para ser sincero. Só me surpreende ter acontecido tão tarde", respondeu o tenista de 28 anos.
Com um serviço potente e pancadas de fundo muito fortes, Kyrgios conquistou sete títulos de singulares no ATP Tour e chegou ao 13.º lugar do ranking mundial em 2016.
A sua melhor prestação foi na relva de Wimbledon em 2022, quando chegou à final, perdendo em quatro sets para Novak Djokovic.
Apesar do seu talento natural, foi o máximo que conseguiu, com uma série de lesões a deixarem marcas.
Em janeiro, admitiu que nunca mais voltaria a ser o jogador que já foi.
