Roland Garros, que terminou a 7 de junho, ficou este ano marcado pelas reivindicações financeiras de várias estrelas do circuito, que pedem uma fatia maior das receitas geradas pelos torneios do Grand Slam.
Antes do início da competição, um grupo de jogadores, incluindo a n.º 1 mundial Aryna Sabalenka, decidiu reduzir para 15 minutos as suas obrigações mediáticas para pressionar os organizadores.
Para a edição de 2026 de Wimbledon, que começa a 29 de junho, o prémio total atinge um valor recorde de 64,2 milhões de libras esterlinas (74,4 milhões de euros), face aos 53,5 milhões do ano passado.
Trata-se "de longe do maior aumento anual da história" do torneio, afirmaram os organizadores esta quinta-feira.
Em comparação, no ano passado, o aumento tinha sido de 7% em relação a 2024.
Os dois vencedores do torneio, masculino e feminino, vão receber este ano 3,6 milhões de libras esterlinas cada um, mais 20%.
A dotação para a 1.ª ronda de singulares está fixada em 80 000 libras esterlinas (cerca de 92 000 euros) (+21%).
"Espero que os jogadores recebam positivamente" este aumento, afirmou numa conferência de imprensa Deborah Jevans, a presidente do All England Club, organizador de Wimbledon.
"Vamos continuar a dar prioridade aos jogadores, seja através das dotações, dos investimentos nas nossas instalações ou dos serviços que oferecemos no local", garantiu.
A diretora do torneio de Wimbledon, Sally Bolton, reuniu-se com um representante dos jogadores, Larry Scott, em Roland Garros para discutir a dotação.
"Tivemos conversas, trocámos emails e realizámos uma reunião em Paris", explicou Deborah Jevans.
O torneio em relva de Wimbledon decorre de segunda-feira, 29 de junho, a domingo, 12 de julho.
No ano passado, foi conquistado por Jannik Sinner e Iga Swiatek.
